CNBB diz que Bolsa Família vicia e acomoda beneficiados
Religiosos defendem revisão de programa e criticam negociação de cargos no governo
Instituição enviou carta a Lula cobrando escolha criteriosa de ministros; “Estamos com receio dessas negociações”, diz d. Geraldo
SILVIO NAVARRO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) fez ontem duras críticas ao programa Bolsa Família. A avaliação da entidade é que o programa “leva ao vício e à acomodação” da população pobre.
A CNBB também reclamou das negociações conduzidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os partidos aliados para montar o ministério.
Carro-chefe da campanha de reeleição de Lula, o Bolsa Família foi criado para unificar diferentes programas (Bolsa Escola, Vale-Gás, Bolsa Alimentação) e atende hoje 11,1 milhões de famílias, segundo o governo.
Para o presidente da Comissão Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz, dom Aldo Pagotto, arcebispo de João Pessoa (PB), o Bolsa Família precisa ser revisto.
“A nossa sugestão seria rever profundamente. Precisamos de escolas técnicas, cursos profissionalizantes, inserção no mundo do trabalho, gerar oportunidades de estudos. Como está sendo levado adiante vicia”, afirmou dom Aldo.
“É só uma ajuda pessoal e familiar. É verdade que 11 milhões de famílias recebem no Nordeste e no Norte, mas isso levou a uma acomodação, a um empanzinamento. Não se busca mais, parece que não há visão de crescimento, desenvolvimento e inserção”, disse.
Na avaliação de d. Aldo, a política social da gestão petista tem desencadeado o que chamou de “favelização rural” devido à escassez de crédito e assistência técnica. “O povo também vai desistindo de plantar”, disse ele, defendendo que o presidente “ouça mais o povo”.
Apesar das críticas, d. Aldo disse que a idéia “não é combater a pessoa do presidente, mas questionar o modo e a metodologia como o programa está sendo organizado”.
Os bispos se mostraram ainda “preocupados” com as articulações do presidente Lula com partidos políticos para formar a nova equipe de governo. Logo após a eleição, a CNBB enviou uma carta ao presidente cobrando uma escolha criteriosa do ministério.
“Acho duro quando ouço essa palavra: em troca de apoio se oferece um emprego no ministério ou nos serviços públicos. Acho isso muito duvidoso. Parte dos partidos deveria ter coragem e desprendimento para participar sem querer nenhuma parte como se tivesse dividindo o preço”, diz o presidente da CNBB, d. Geraldo Majella.
“Estamos com receio dessas negociações com partidos políticos, de barganhas, é a reprodução de um esquema já viciado. Fica o gosto de decepção e amargura em nossa boca”, disse. Sobre as eleições, o presidente da CNBB afirmou que foi feito um julgamento nas urnas, refletido pela renovação de parte do Congresso. “A corrupção é o mal que deve ser atacado, porque pode levar à destruição da própria democracia.”
As declarações foram feitas após encerramento da quarta Semana Social Brasileira, em Brasília -cujo tema foi “Mutirão por um novo Brasil”.
O coordenador da Semana Social, d. Demétrio Valentini, disse que a assembléia quer propor um “plebiscito pedagógico”, em setembro, para avaliar as perdas com a privatização da Vale do Rio Doce no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), segundo ele, vendida por “bagatela”.
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Luiz Mario disse,
9 de Março de 2008 @ 11h 35m
O Bispo Católico Dom Aldo Di Cillo Pagotto, arcebispo do Nordeste, deu uma entrevista ao porograma Espiritismo Via Satélite. Programa este apresentado pelo senhor Alamar Régis Carvalho. Durante a entrevista, Dom Aldo disse, li Paulo e Estevão, (obra psicografada por Chico xavier) quem não leu não sabe o que está perdendo. Estive com Chico Xavier e me vi diante de um santo. Durante um encontro do CNBB, em Santa Catarina, um bispo pediu satisfação a Dom Aldo, sobre a referia entrevista. Os ânimos se exaltaram, então os bispos disseram (haviam cerca de quinhentos bispos). Nós tiramos a reencarnação da Bíblia. Precisamos rever esta tese. Nós tiramos a mediunidade da Bíblia. Precisamos rever esta tese. Entusiasmado com o fato, o Senhor Alamar promoveu com o auxílio da USE, União das Sociedades Espíritas, O 1° Encontro Espírita do Estado de São Paulo ENCOESP. Encontro este que seria realizado, em Janeiro de 2001 no Anhembi. Estes mesmos Bispos pretendiam fazer, uma reforma no Cristianismo, a partir do Brasil, e apresentar ao mundo o Espiritismo, com sendo o Cristianismo redivivo. O senhor Alamar disse inclusive, que os espíritas que fossem ao encontro, ficariam surpresos. Pois o Anhembi estaria lotado de bispos da igreja católica, pois participariam do evento, bispos do Brasil e do mundo. Estavam convidados para serem os palestrantes, Dom Aldo Di Cillo Pagotto, o padre José Linhares Pontes, que é ou era deputado federal pelo Ceará, e o pastor protestante Nehemias Marien. Só Dom Aldo Pagotto não pode ir. O motivo pelo qual Dom Aldo não pode comparecer, foi que trinta por cento daqueles bispos, que estavam no encontro do CNBB em Santa Catarina, disseram: Se for para a acabar com a Igreja Católica, vai ter sangue no Anhembí. Ameaçando assim matar a tiros de metralhadora Dom Aldo Pagoto, caso ele compareçesse ao evento. Houve uma reunião de emergência, pensaram ou em chamar a polícia, ou avisar a imprensa. Foi decidido então que era cedo, para os bispos fazerem tal afirmativa, a respeito do doutrina espírita. O Dom Aldo recuou, e o evento não aconteceu da forma como havia sido previsto. O senhor Alamar Régis Carvalho é hoje presidente da Rede Visão de TV.
Luiz Mario disse,
20 de Abril de 2008 @ 10h 15m
Se a bíblia é a “palavra de Deus”, se a mesma “condena o Espiritismo”, se a Igreja Católica, é a “única representante de Cristo na Terra”, se o “papa” é “infalível”.
Porque então que com todos estes recursos, para a defesa da Igreja Católica, os seus bispos optaram, pelo assassinato do bispo Dom Aldo Di Cillo Pagotto?