Arquivo de 15 de Outubro de 2007

Gangsterização da política

Léo Lince
10-Out-2007

O caso Renan Calheiros vai adquirindo, na medida em que o tempo passa, feições cada vez mais escabrosas. Como bola de neve ladeira abaixo, o imbróglio se avoluma como agregado de escândalos que, literalmente, avacalha a política e deixa as instituições republicanas em petição de miséria. São tantas as trapalhadas que até a poderosa operação abafa, que deu resultado no primeiro julgamento, perdeu condições de sustentabilidade. A julgar pelos últimos acontecimentos, não dá mais para segurar.

Quando tudo começou, os mais atentos hão de se lembrar, a correlação de forças no Senado era inteiramente outra. Todo prosa, o senador rebateu arrogante (sentado na cadeira de presidente) a denúncia da revista semanal. Tremendo cara-de-pau, ele não hesitou em colocar a família na linha de tiro e obteve como resposta a solidariedade imediata da maioria esmagadora dos seus pares. Aquela vergonhosa fila de cumprimentos após o discurso, na qual se acotovelavam notáveis de quase todos os partidos com representação no Senado Federal, parecia indicar que o assunto estava liquidado.

Apenas um único e escasso partido, o pequenino PSOL, reuniu condições políticas para contestar o até então todo poderoso presidente do Congresso Nacional, para o qual o problema começara e deveria terminar na vara das famílias. O problema real, para o qual o PSOL solicitou investigação, não estava nas aventuras ou desventuras da pessoa física, nem na primeira ou na segunda família do senador, mas no acasalamento espúrio das empreiteiras com a “família” dos que fazem negócios na política. Foi essa a espoleta que desencadeou o processo.

Logo em seguida, é bom não esquecer, um volumoso grupo de destacados senadores se reuniu na casa do presidente do PSDB, Tasso Jereissati, com o objetivo de organizar um movimento suprapartidário para salvar Renan. Além de tucanos, estavam lá petistas do calibre Mercadante, demopefelistas como o finado ACM, e pemedebistas padrão Sarney, todos unidos para apagar a espoleta. Com maioria na Mesa Diretora, na Comissão de Ética e no Plenário, com apoio do governo o dos grandes partidos da oposição “ma non troppo”, a operação abafa contava com a vitória certa.

Mais fortes, no entanto, são os misteriosos poderes do povo. Graças ao trabalho de algum jornalismo investigativo e com a pressão difusa das ruas, o quadro mudou inteiramente de figura. O ponto de virada, por paradoxal que pareça, foi a sessão secreta (sem registro nos anais, mas gravada em tinta escarlate na memória coletiva) da vitória de Pirro. Ao recorrer à clandestinidade para salvar o mandato do seu indigitado presidente, o Senado deu um tiro no pé. De lá para cá, recrudesceu o rechaço da opinião pública e os aliados da primeira hora saíram em desabalada diáspora. Até a tropa de choque está em desalinho.

Mudou o tom dos discursos e o eixo do debate. O petista Mercadante, depois do fiasco da abstenção que quase lhe transforma em figura de museu de cera, agora se diz parte de um “movimento suprapartidário em defesa do Senado, e essa defesa passa pelo afastamento de Renan”. E o tucano Jereissati descobriu, antes tarde do que nunca, que “não dá mais, acabaram as condições. Isto aqui virou centro da patifaria e da canalhice”. A manobra tacanha contra Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos e a espionagem contra os senadores de Goiás, tudo indica, definiram o fim da picada.

O bota-fora de Renan Calheiros, por si só, não resolve nada. Ele é apenas uma peça da engrenagem maior que a cidadania precisa desativar. A mercantilização da politica, no padrão desvairado da simbiose Lula-Renan, é uma decorência direta da privatização do poder público. Enquanto durar o atual modelo, o balcão de negócios vai continuar. Quando a riqueza privada se afirma sobre a falência do poder público, o resultado inevitável é a gangsterização da política.

Léo Lince é sociólogo.

Correio da Cidadania
http://www.correiocidadania.com.br/

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Melhores do Congresso

Vote nos parlamentares do PSOL

O sítio de notícias “Congresso em Foco” iniciou na última terça-feira (18/9) a votação que definirá os melhores congressistas do país deste ano. Até 18 de novembro o internauta poderá votar. Na primeira etapa votaram 188 jornalistas que cobrem o Congresso Nacional, que selecionaram 25 deputados e 16 senadores. Todos os parlamentares do PSOL – Ivan Valente, Chico Alencar, Luciana Genro e o senador José Nery - ficaram entre os 15 primeiros.

Meus votos são:

Ivan Valente (Deputado Federal Psol SP)
José Nery (Senador Psol PA)

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Juiz suspende esforço crucial de Bush sobre imigração ilegal

Julia Preston

Um juiz federal em San Francisco ordenou na quarta-feira um adiamento por tempo indeterminado de uma medida central da nova estratégia do governo Bush para coibir a imigração ilegal.

O juiz, Charles R. Breyer, do Distrito Norte da Califórnia, disse que o governo fracassou em seguir os procedimentos apropriados para emitir uma nova norma que forçaria os empregadores a demitirem funcionários caso seus números do Seguro Social não pudessem ser verificados em um prazo de três meses.

Breyer censurou o Departamento de Segurança Interna por realizar uma alteração de política com “ramificações imensas” para os empregadores, sem dar qualquer explicação legal ou realizar o levantamento necessário dos custos e impacto para as pequenas empresas.

Segundo a norma emitida pelo Departamento de Segurança Interna, que deveria ter entrado em vigor em 14 de setembro, os empregadores seriam forçados a demitir trabalhadores em um prazo de 90 dias após receberem notificação da Administração do Seguro Social de que a informação na identidade do funcionário não corresponde aos registros da agência. Os imigrantes ilegais freqüentemente apresentam informação falsa do Seguro Social quando se candidatam a empregos.

A norma, anunciada em agosto com fanfarra pelo secretário de Segurança Interna, Michael Chertoff, era a base do esforço do governo para reprimir a imigração ilegal, ao negar empregos aos imigrantes. Ela faz parte de uma campanha de lei mais dura desde que uma legislação de imigração mais ampla, defendida pelo presidente Bush, foi rejeitada pelo Congresso em junho.

Se entrasse em vigor, determinou o juiz, a lei poderia provocar a demissão de muitos milhares de trabalhadores legalmente autorizados, resultando em “prejuízo irreparável a trabalhadores e empregadores inocentes”.

A decisão provocou alívio para a coalizão incomum por trás do processo, que inclui o sindicato trabalhista AFL-CIO e a Câmara de Comércio dos Estados Unidos, normalmente adversárias.

Eles temiam que a medida pudesse causar demissões em massa em setores de baixa remuneração, atingindo tanto trabalhadores ilegais quanto legais, afetando a força de trabalho. Foi uma decepção desagradável para Chertoff, um ex-juiz federal, que contava com a norma como instrumento desde que o Congresso o deixou com poucas opções.

“Nós continuaremos executando agressivamente nossas leis de imigração enquanto revemos todas as opções legais disponíveis em resposta a esta decisão”, disse Chertoff em uma declaração na quarta-feira.

Chertoff disse que o governo está fazendo “o máximo que pode administrativamente, dentro dos limites da lei existente” para reprimir a imigração ilegal, mas ele pediu ao Congresso para rever a legislação que dá status legal aos imigrantes ilegais e impõe medidas mais duras para cumprimento da lei.

Alguns legisladores conservadores, que consideram prioridade o cumprimento vigoroso das leis de imigração, se disseram ultrajados.

“Que parte do ‘ilegal’ o juiz Breyer não entendeu?” perguntou o deputado Brian P. Bilbray, republicano da Califórnia e presidente da Bancada de Reforma da Imigração na Câmara. “Usar um número do Seguro Social que não pertence a você é crime. O juiz Breyer está comprometendo os princípios da regra da lei que jurou defender.”

A norma estabelece passos que um empregador deve seguir após receber uma notificação da Administração do Seguro Social, informando que a informação da identidade de um funcionário não corresponde aos registros da agência.

Se o funcionário não pudesse esclarecer a discrepância fornecendo informação válida em 90 dias, os empregadores seriam obrigados a demitir o trabalhador ou correr o risco de serem processados por contratar conscientemente imigrantes ilegais.

Antes de entrar em vigor, a norma foi mantida temporariamente, em 31 de agosto, por outra juíza no tribunal de San Francisco, Maxine M. Chesney, que ocupava a cadeira de Breyer na época.

Na quarta-feira, Breyer ordenou a suspensão da norma até que o tribunal possa chegar a uma decisão final no caso, o que poderá levar muitos meses. Ele deixou claro seu ceticismo diante de muitos argumentos do governo.

A decisão também proíbe a Administração do Seguro Social de enviar cerca de 141 mil notificações, cobrindo mais de 8 milhões de trabalhadores, que incluem uma explicação da nova norma pela Segurança Interna. Outros grupos que impetraram o processo foram a União Americana das Liberdades Civis, o Conselho do Trabalho de San Francisco e várias associações nacionais e locais de pequenas empresas.

Breyer descobriu que o banco de dados do Seguro Social, que seria usado pela norma, está repleto de erros não relacionados ao status de imigrante do trabalhador, o que poderia resultar no envio de notificações para trabalhadores legalmente autorizados. “Há uma forte probabilidade dos empregadores simplesmente demitirem os funcionários incapazes de resolver a discrepância em 90 dias”, mesmo que sejam legais, escreveu o juiz.

Lucas Guttentag, um advogado da União Americana das Liberdades Civis, disse que o governo demonstrou “um desprezo pelos cidadãos e trabalhadores legais ao adotar uma norma que pune trabalhadores e empregadores inocentes sob a fachada de cumprimento da lei de imigração”. Representantes do AFL-CIO estimaram que cerca de 600 mil de seus filiados, que são trabalhadores legais, poderiam receber as notificações e estariam vulneráveis a demissão.

Em um relatório de dezembro de 2006, citado nos autos do processo, o inspetor-geral da Administração do Seguro Social estimou que 17,8 milhões dos 435 milhões de registros individuais da agência contêm discrepâncias que poderiam resultar no envio da notificação para um trabalhador legalmente autorizado. Destes registros com erros, 12,7 milhões pertencem a americanos, informou o relatório.

Em uma carta de 18 de setembro para Chertoff, o Escritório de Advocacia da Administração de Pequenas Empresas apoiou a alegação no processo de que as autoridades federais não realizaram a análise exigida do impacto sobre as pequenas empresas antes de anunciarem a nova norma. O escritório é independente da Administração de Pequenas Empresas, que apoiou a norma.

Breyer é irmão do ministro Stephen G. Breyer da Suprema Corte e foi nomeado pelo presidente Bill Clinton em 1997.

Tradução: George El Khouri Andolfato.

The New York Times
http://www.nytimes.com/

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Mais apoios à nossa luta na FSA

1) Aziz Ab’Saber – Geografia USP (aposentado)
2) Lincoln Secco - História USP
3) Ricardo Musse - Sociologia USP
4) Cilaine Alves Cunha - Letras USP
5) Fernando Novais - História USP / Unicamp
6) Roberto Schwarz - Letras Unicamp (aposentado)
7) Maria Célia Paoli - Sociologia USP
8) Leda Paulani - Economia USP
9) Maria Arminda do Nascimento Arruda - Sociologia USP
10) Marcos Del Roio - Ciência Política Unesp Marília
11) Paulo Eduardo Arantes - Filosofia USP
12) Marcos Silva - História USP
13) Marineide de Oliveira Gomes – Pedagogia USP Ribeirão Preto
14) Caio Navarro de Toledo – Ciência Política Unicamp
15) Selma Borghi Venco – Sociologia Unicamp
16) Franklin Leopoldo e Silva – Filosofia USP
17) Lighia Brigitta Horodynski-Matsushigue – Física USP
18) Zilda Iokoi – História USP
19) Otília Fiori Arantes – Filosofia USP
20) Mariana Fix – Design Facamp (Faculdades de Campinas)
21) Ivone Dare Rabello – Letras USP (aposentada)
22) Suzana Salem Vasconcelos – Física USP
23) Luiz Eduardo Simões de Souza – Economia Uergs (Universidade Estadual
do Rio Grande do Sul)
24) Paulo Henrique Martinez - História Unesp Assis
25) Luís Fernando Ayerbe - Relações Internacionais Unesp Araraquara
26) Jesus Ranieri - Sociologia Unicamp
27) Heloísa Fernandes - Sociologia USP e Escola Nacional Florestan
Fernandes do MST
28) Amarílio Ferreira – UFSCar (Universidade Federal de São Carlos)
29) Valério Arcary - História CEFET/SP (Centro Federal de Educação
Tecnológica de São Paulo)
30) João Francisco Tidei Lima – Unesp Bauru
31) Lidiane Soares Rodrigues – Doutoranda História USP
32) Alcir Pécora - Letras Unicamp
33) Anita Handfas – Educação UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
34) Margareth Rago - História Unicamp
35) Vera Lucia Vieira - História PUC-SP
36) Arlete Moyses Rodrigues – Geografia Unicamp
37) Antônio Miguel - Educação Unicamp
38) Ronilde Rocha - Consultora em educação e ensino de História e
professora da rede municipal de São Paulo (aposentada)
39) Francisco Foot Hardman - Letras Unicamp
40) Márcio Naves – Sociologia Unicamp
41) Élide Menezes Centofanti – Psicologia UMC (Universidade de Mogi das
Cruzes) aposentada
42) Maria Luiza Jovanovic - Educação Física Fefisa (Faculdades Integradas
de Santo André)
43) Paulino Cardoso - História Udesc (Universidade do Estado de Santa
Catarina)
44) Claudia Sapag Ricci - História UFMG (Universidade Federal de Minas
Gerais)
45) Olga Brites - História PUC-SP
46) Mário Fernando Bolognesi - Artes Unesp São Paulo
47) Antônio Carlos Mazzeo – Ciência Política Unesp Marília
48) Maria Victória Benevides - Educação USP
49) Adalberto Paranhos – Ciências Sociais UFU (Universidade Federal de
Uberlândia)
50) Edilson Graciolli – Ciências Sociais UFU (Universidade Federal de
Uberlândia)
51) Fernando Antonio Lourenço - Sociologia Unicamp
52) Agnaldo dos Santos – Administração Uninove (Centro Universitário Nove
de Julho)
53) Glória Anunciação Alves – Geografia USP
54) Elvio Rodrigues Martins – Geografia USP
55) Regina Helena Alves da Silva - História UFMG (Universidade Federal de
Minas Gerais)
56) João Bernardo – professor e escritor
57) Valeria de Marcos - Geografia USP
58) Pedro Arantes - Design Facamp (Faculdades de Campinas)
59) Rafael Marquese - História USP
60) Ana Fani Alessandri Carlos - Geografia USP
61) Déa Ribeiro Fenelon - História PUC-SP e Unicamp (aposentada)
62) Brás Ciro Gallota - História PUC-SP
63) Francisco Alambert - História USP
64) Vera Lúcia Santiago Araújo - Letras UECE (Universidade Estadual do Ceará)
65) Silvia Hunold Lara - História Unicamp
66) Sidney Chalhoub - História Unicamp
67) Letícia Vidor de Souza Reis - História Unimep (Universidade Metodista
de Piracicaba)
68) Ivone Cordeiro Barbosa - História UFC (Universidade Federal do Ceará)
69) Manoela da Silva Pedroza - Doutoranda Unicamp
70) Joviniano Borges da Cunha - Universidade Anhembi-Morumbi
71) Bernardo Boris Vargaftig – Ciências Biomédicas – USP
72) Heloisa de Faria Cruz - História PUC-SP
73) Claudia Poncioni - Université Paris X - França
74) Jean-Yves Mérian - Université Rennes2 - Haute Bretagne - França
75) Roberto Romano - Filosofia Unicamp
76) Luiz Roberto Alves – Jornalismo Umesp (Universidade Metodista de São
Paulo) e ECA-USP
77) Marcos Arruda – professor visitante universidades do exterior
78) Cid Benjamin – Comunicação Social Facha (Faculdade Hélio
Alonso)
79) Laura Antunes Maciel - História UFF (Universidade Federal
Fluminense)
80) Maria Antonieta Antonacci - História PUC-SP
81) Paulo Roberto de Almeida - História UFU (Universidade Federal de
Uberlândia)
82) Bento Itamar Borges - Filosofia UFU (Universidade Federal de Uberlândia)
83) Rejane Meireles Amaral Rodrigues - História UNIMONTES/MG
84) Osvaldo Coggiola – História USP
85) Inessa Laura Salomão - Engenharia de Produção - CEFET/RJ (Centro
Federal de Educação Tecnológica)
86) Helena Hirata - Sociologia CNRS (Centre National de la Recherche
Scientifique) – França
87) Normando Rodrigues - Direito UFRJ (Universidade Federal do Rio de
Janeiro)
88) Ana Maria Silva - Turismo Fefisa (Faculdades Integradas de Santo André)
89) Luiz Carlos Pereira - Educação Física Fefisa (Faculdades Integradas de
Santo André)
90) Fábia C. Alegrance - Fisioterapia Fefisa (Faculdades Integradas de
Santo André)
91) Luciana Vieira de Melo Kuk - Fisioterapia Fefisa (Faculdades
Integradas de Santo André)
92) Margareth Anderáos - Educação Física Fefisa (Faculdades Integradas de
Santo André)
93) Nicolino Bello Júnior - Educação Fisica Fefisa (Faculdades Integradas
de Santo André)
94) Sérgio Garcia Stella - Educação Física Fefisa (Faculdades Integradas
de Santo André)
95) Ricardo Zanuto Pereira - Fisioterapia Fefisa (Faculdades Integradas de
Santo André)
96) Rosemarie C. Sanches - Turismo Fefisa (Faculdades Integradas de Santo
André)
97) Vinicius J. B. Martins - Fisioterapia Fefisa (Faculdades Integradas de
Santo André)
98) Sueo Hirota - Educação Física Fefisa (Faculdades Integradas de Santo
André)
99) William S. Freitas - Educação Física Fefisa (Faculdades Integradas de
Santo André)
100) Marcelo Reina Siliano - Fisioterapia Fefisa (Faculdades Integradas de
Santo André)
101) Edvar Boechat Soares - Educação Física Fefisa (Faculdades Integradas
de Santo André)
102) Isilda M. R. Cavicchioli - Educação Física Fefisa (Faculdades
Integradas de Santo André)
103) Maria Teresa B. Martins - Educação Física Fefisa (Faculdades
Integradas de Santo André)
104) Maria Eliza M. Bernardes - Educação Física Fefisa (Faculdades
Integradas de Santo André)
105) Rosana Delfini - Educação Física Fefisa (Faculdades Integradas de
Santo André)
106) Evando Carlos Moreira - Educação Física Fefisa (Faculdades Integradas
de Santo André)
107) Fabiano João - Educação Física Fefisa (Faculdades Integradas de Santo
André)
108) Sandra Maria Tedeschi - Educação Física Fefisa (Faculdades Integradas
de Santo André)
109) Albertina O. C. Misko - Educação Física Fefisa (Faculdades Integradas
de Santo André)
110) Gilberto de Andrade Martins – Contabilidade USP
111) José Artur Gianotti – Filosofia USP (aposentado) e pesquisador do
Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento)
112) Heloisa Martins - Sociologia USP (aposentada)
113) Angelina Peralva - Sociologia Universidade de Toulouse II -
França
114) João Zanetic – Física USP e ex-presidente da Adusp (Associação dos
Docentes da USP)
115) Nadia W. Hanania Vianna - Administração USP (aposentada)
116) Francisco Luiz C. Lopreato – Economia Unicamp
117) Denis Maracci Gimenez – Economia Unicamp
118) Wilson Cano – Economia Unicamp
119) Gabriel de Santis Feltran - Doutorando Unicamp
120) Otaviano Helene – Física USP e presidente da Adusp (Associação dos
Docentes da USP)
121) Daciberg Lima Gonçalves – Matemática USP
122) Lucília Daruiz Borsari - Matemática USP
123) José Dari Krein – Economia Unicamp
124) Antonio Lázaro Sant´Ana - Unesp Ilha Solteira
125) Elmir de Almeida – Pedagogia USP Ribeirão Preto
126) Geraldo Leão - Educação UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)
127) Américo Scotti - Engenharia Mecânica UFU (Universidade Federal de
Uberlândia)
128) Estefânia Knotz C. Fraga - História PUC-SP
129) Luiz Henrique dos Santos Blume - História UESC (Universidade Estadual
de Santa Cruz - BA)
130) Alexandre Fortes - História / Economia UFRRJ (Universidade Federal
Rural do Rio de Janeiro)
131) Fernando Teixeira da Silva - História Unicamp
132) Raimundo Donato do Prado Ribeiro – coordenador de História Unimep
(Universidade Metodista de Piracicaba)
133) Ciro Teixeira Correia – Geologia USP
134) Marco A. Brinati – Engenharia Naval USP e ex-vice-presidente da Adusp
(Associação dos Docentes da USP)
135) Cláudia Pereira Vianna – Educação USP
136) Maria da Graça Setton – Educação USP
137) Elie Ghanem – Educação USP
138) Rosângela G. Prieto – Educação USP
139) César Augusto Minto - Educação USP e ex-presidente da Adusp
(Associação dos Docentes da USP)
140) Américo Sansigolo Kerr – Física USP e ex-presidente da Adusp
(Associação dos Docentes da USP)
141) Paulo Luiz Miadaira - Faculdade São Luís e Fundação Escola de
Sociologia e Política de São Paulo
142) Daniel Revah - Pedagogia Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)
143) Manoela da Silva Pedroza - Doutoranda Unicamp
144) Henrique Soares Carneiro – História USP
145) Sérgio Paulo Amaral Souto - Zootecnia USP
146) Marcus Aloízio Martinez de Aguiar - Física Unicamp
147) Artionka Capiberibe - Doutoranda UFRJ (Universidade Federal do Rio de
Janeiro)
148) Lucimara Batista Freire - Faculdade Anchieta - São Bernardo do Campo
149) Théo Lobarinhas Piñeiro - História UFF (Universidade Federal Fluminense)
150) Alexsander Lemos de Almeida Gebara - História UFF (Universidade
Federal Fluminense)
151) Theresa Beatriz Figueiredo Santos - Diretora da Faculdade de Ciências
Humanas da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba)
152) Daniel Aarão Reis - História UFF (Universidade Federal Fluminense)
153) Antonio Paulo Rezende - História - UFPE (Universidade Federal de
Pernambuco)
154) Marcos Nascimento Magalhães – Matemática USP e ex-presidente da Adusp
(Associação dos Docentes da USP)
155) Maria Clara Di Pierro – Educação USP
156) Moacir Gadotti – Educação USP
157) Lisete R. G. Arelaro – Educação USP
158) Afrânio Mendes Catani – Educação USP
159) Lúcia E. Barreto Bruno – Educação USP
160) Doris Accioly e Silva – Educação USP
161) Roberto da Silva – Educação USP
162) Rubens Barbosa de Camargo – Educação USP
163) Vânia Noeli Ferreira de Assunção - História Cogeae PUC-SP
164) Antonio Ozaí da Silva – Ciências Sociais UEM (Universidade Estadual
de Maringá)
165) Joana Aparecida Coutinho - Ciência Política - UFMA (Universidade
Federal do Maranhão)
166) Antônio José Lopes Alves – Filosofia Colégio Técnico da UFMG
(Universidade Federal de Minas Gerais)
167) Sabina Maura Silva – Filosofia Fundação Helena Antipoff – Minas Gerais
168) Maria Helena da Silva – Diretora EE Carlos Drummond de Andrade
169) Conceição Gonçalves de Toledo - vice-diretora EE Carlos Drummond de
Andrade
170) Francisco Josino da Silva - EE Carlos Drummond de Andrade
171) Roni Cleber Dias de Menezes - Educação USP
172) Everton Capri Freire – ex-professor de Jornalismo Fiam (Faculdades
Integradas Alcântara Machado)
173) Ronaldo Fabiano dos Santos Gaspar - Pedagogia Unicastelo e FAD
(Faculdade Diadema)
174) Luís Roberto de Paula – antropólogo e ex-professor da Fundação Santo
André
175) Alvaro Bianchi - Ciência Política Unicamp
176) Celia Maria Benedicto Giglio – Pedagogia Unifesp (Universidade
Federal de São Paulo)
177) Marcos Antonio de Moraes – Letras USP
178) Marcos Pereira Rufino - Antropologia Unifesp (Universidade Federal de
São Paulo)
179) Luiz Antonio Zimermann do Nascimento – São Paulo
180) Luís Esteban Dominguez – Semiótica Cogeae PUC-SP
181) Regina Maria de Souza - Educação Unicamp
182) Luci Banks Leite - Educação Unicamp
183) Pedro Tórtima – Direito UCAM (Universidade Candido Mendes) Rio de
Janeiro
184) Miguel Wady Chaia - Ciência Política PUC-SP
185) Tânia Elias Magno da Silva – Sociologia UFS (Universidade Federal de
Sergipe)
186) Henri de Carvalho - História - Unimesp (Centro Universitário
Metropolitano de São Paulo)
187) Valéria Alves Esteves Lima - História Unimep (Universidade Metodista
de Piracicaba)
188) Antonio Miguel - Educação Unicamp
189) Karen Macknow Lisboa - História Unifesp (Universidade Federal de São
Paulo)
190) Maria de Fátima Carvalho - Pedagogia Unifesp (Universidade Federal de
São Paulo)
191) Regina Cândida Ellero Gualtieri – Pedagogia Unifesp (Universidade
Federal de São Paulo)
192) Mônica Marques Pimenta de Andrade – Medicina UFU (Universidade
Federal de Uberlândia) – aposentada
193) Carlos Eduardo Albuquerque Miranda – Educação Unicamp
194) Carmen Roselaine de Oliveira Farias - Educação UFSCar (Universidade
Federal de São Carlos)
195) Vanicléia Silva Santos - Doutoranda História Social USP
196) Isabel Cristina Moroz - Doutoranda Geografia – USP
197) André Constantino Yazbek - Filosofia PUC-SP
198) Maria Goreti J. S. Frizzarini – Comunicação Social Cásper Líbero
199) Carlos Bauer - Uninove (Centro Universitário Nove
de Julho)
200) Marcos Cezar de Freitas – Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)
201) Luigi Biondi – História Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)
202) Leandro de Lajonquière - Educação USP
203) Luís Filipe Silvério Lima - História Unifesp (Universidade Federal de
São Paulo)
204) Teise de Oliveira Guaranha Garcia - Pedagogia USP Ribeirão Preto
205) Regina Maria de Souza - Educação Unicamp
206) Rinaldo Voltolini - Educação USP
207) João Quartim de Moraes – Filosofia Unicamp
208) Áurea M. Guimarães - Educação Unicamp
209) Carlos Serrano – Antropologia USP
210) Ruy Braga - Sociologia USP
211) Renato da Silva Queiroz – Antropologia USP
212) Sylvia Gemignani Garcia - Sociologia USP
213) José Guilherme C. Magnani - Antropologia USP
214) Lúcia Aparecida Valadares Sartório - Doutoranda Educação UFSCar
(Universidade Federal de São Carlos)
215) Celso Frederico – Comunicação Social ECA-USP
216) Sandra Guardini Teixeira Vasconcelos - Letras USP
217) Maria Helena Oliva Augusto - Sociologia USP
218) Maria Lucia Montes – Antropologia USP
219) Iris Kantor – História USP
220) Sylvia Leser de Mello – Psicologia USP
221) Aparecida Néri de Sousa - Educação Unicamp
222) Maria Helena P.T. Machado - História USP
223) Gildo Magalhães dos Santos - História USP
224) Emir Sader – Sociologia USP e UERJ (Universidade do Estado do Rio de
Janeiro)
225) Eduardo Pinto e Silva – UFSCar (Universidade Federal de São Carlos)
226) Jose Roberto Zan - Artes Unicamp
227) Dirce Djanira Pacheco e Zan – Educação Unicamp
228) Maria Rosa Lombardi – Fundação Carlos Chagas
229) Stela Menegel – Educação Furb (Universidade Regional de Blumenal)
Santa Catarina
230) Márcio Suzuki - Filosofia USP
231) Roberto Heloani – Educação Unicamp e FGV (Fundação Getúlio Vargas)
232) Marcia Regina Andrade – Educação Unicamp
233) Rosivaldo Pelegrini – UEL (Universidade Estadual de Londrina) Paraná
234) Agueda Bernardete Bittencourt - Educação Unicamp
235) Patrícia Vieira Trópia - PUC-Campinas
236) Marcia Leite - Educação Unicamp
237) Flavio de Campos - História USP
238) Janice Theodoro da Silva - História USP
239) Pedro Lima Vasconcellos - Teologia e Ciências da Religião PUC-SP
240) Ulpiano T.Bezerra de Meneses - História USP
241) Laurindo Lalo Leal Filho - Jornalismo ECA-USP
242) Silvia Helena Andrade de Brito - Ciências Sociais e Educação UFMS
(Universidade Federal do Mato Grosso do Sul)
243) Jorge Grespan - História USP
244) Luís César Oliva - Filosofia USP
245) Andréia Galvão - Ciência Política – Unicamp
246) Luiz Carlos Jackson - Sociologia – USP
247) Andréa Maria Z. Afonso dos Santos - Museóloga Museu de Arte Sacra de
São Paulo
248) Gislane Azevedo - Historiadora e Assessora Pedagógica
249) Márcia Regina Berbel - História USP
250) Andréa Loparic - Filosofia USP
251) Silvia Dafferner - Letras FIA (Faculdade de Interação Americana) São
Bernardo do Campo
252) Tatiana Fonseca Oliveira - Doutoranda Sociologia Unicamp
253) Gabriel S. S. Lima Rezende - Doutorando Universidad de Granada – Espanha
254) Pedro Roberto Ferreira – Ciência Política UEL (Universidade Estadual
de Londrina) Paraná
255) Maria Pileggi – Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales - Paris
– França
256) Maria de Annunciação Madureira - Ciências Sociais UEL (Universidade
Estadual de Maringá)
257) Edméia Aparecida Ribeiro – História UEL (Universidade Estadual de
Londrina)
258) Giselli Avíncula Campos – Doutoranda UFF (Universidade Federal
Fluminense)
259) Nídia Nacib Pontuschska - Educação USP
260) Heloisa Buarque de Almeida - Antropologia USP
261) Maria Ligia Coelho Prado - História USP
262) Carlos Eduardo Carvalho – Economia PUC-SP
263) Silvio Duarte Bock - Educação Unicamp
264) Sandra Maria Gomes Scaravelli – Centro de Atenção à Inclusão Social
de Diadema
265) Lucineia M. Tukuzohi - Centro de Atenção à Inclusão Social de Diadema
266) Miriam Mailho – Centro de Atenção à Inclusão Social de Diadema
267) Teófila de Araujo Silva – Centro de Atenção à Inclusão Social de Diadema
268) Andréa Franciulli Ferreira – Centro de Atenção à Inclusão Social de
Diadema
269) Betina de A. Caballeria – Centro de Atenção à Inclusão Social de Diadema
270) Vani Duarte Tones – Centro de Atenção à Inclusão Social de Diadema
271) Camilo L. Barbosa – Centro de Atenção à Inclusão Social de Diadema
272) Angélica Maria Ferreira – Centro de Atenção à Inclusão Social de Diadema
273) Ana Maria F. Val – Centro de Atenção à Inclusão Social de Diadema
274) Tamara Soares de Melo – Centro de Atenção à Inclusão Social de Diadema
275) Rachele Arnoni – Centro de Atenção à Inclusão Social de Diadema
276) Juca Gil – Uninove (Centro Universitário Nove de Julho)
277) Maria Eloísa Mortatti – Rede Estadual de São Paulo
278) Vera Lúcia Vieira - História PUC-SP
279) Vanessa de Paula Zagnole Baraldi- Mestranda Mackenzie
280) Carlos Alexandre Costa Correia - Ciência política Faculdades Flamingo
281) Claudinei Cássio de Rezende - Mestrando Ciências Sociais – Unesp Marília
282) Rosangela Petuba - História UEPG (Universidade
Estadual de Ponta Grossa) Paraná
283) Osmar Fagundes de O. Junior - Educação Física Fefisa (Faculdades
Integradas de Santo André)
284) Maria Fátima de C. Castro - Educação Física - Fefisa (Faculdades
Integradas de Santo André)
285) Leonel Itaussu Almeida Mello - Ciência Política USP
286) Eleuterio F. S. Prado – Economia USP

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Pensamento do dia

Ninguém está isento de dizer tolices. Ruim é dizê-las como se fossem interessantes

Montaigne

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Eduardo Suplicy vai intervir na crise da FSA

Júlio Gardesani (julio@abcdmaior.com.br)

Senador vai apresentar documento sobre Fundação Sto.André para ministro da Educação

O Senador Eduardo Suplicy (PT) garantiu nesta segunda-feira (15/10) que encaminhará uma carta de sua autoria ao ministro da Educação, Fernando Haddad, ao prefeito de Santo André, João Avamileno (PT), e ao reitor do Centro Universitário Fundação Santo André, Odair Bermelho, solicitando uma solução para a crise que se instalou na universidade a partir de 13 de setembro.

Naquela data, estudantes da Fafil (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras) ocuparam o prédio da reitoria contra o aumento das mensalidades e pela destituição de Bermelho. Retirados violentamente pela Força Tática da Polícia Militar, alunos e professores se mantém paralisados a 33 dias.

“Existe a responsabilidade dos representantes da população sobre todas as questões que envolvem a educação. Irei ler as reivindicações e as propostas dos manifestantes, mas posso garantir que tomarei uma atitude para acabar com o impasse. Encaminharei meu relato às autoridades”, afirmou Suplicy.

O senador aompanhou de perto a ocupação da USP (Universidade de São Paulo) e disse que pretende fazer o mesmo com a FSA (Fundação Santo André), intermediando e evitando o embate dos estudantes com a Polícia Militar. “Pretendo fazer uma visita à Fundação já nesta sexta-feira (19/10) para tomar ciência do que está acontecendo”.

“Posso garantir que para resolver uma situação com esta, onde os estudantes estão se manifestando em defesa da qualidade de ensino e de melhores condições na instituições, convocar a Polícia Militar não é, nem de perto, a melhor solução. O reitor deveria pessoalmente ir até o local para dialogar com os manifestantes, mas me parece que ele não é muito aberto ao diálogo”, completou Suplicy.

Acampamento – Alguns estudantes estão acampados dentro do prédio da Fafil onde promovem oficinas de arte e música, além de sessões de cinemas que contam com a particpação da comunidade local. Os manifestantes ainda promoveram uma mostra com obras e quadros do artista Gontran Guanaes Netto, vice-presidente do Museu Internacional Contra o Apartheid e membro da Brigada Internacional de Pintores Anti-Fascista e professor de arquitetura da Universidade de Nantes, na França.

“Esses estudantes representam a vanguarda da sociedade brasileira, e não lutam apenas pela melhoria da educação, mas sim pelo futuro do Brasileira. Dou meu total apoio à esses jovens fantásticos que estão transformando a sociedade”, afirmou Gontran.

ABCD Maior

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O que VEJA quer, o que VEJA faz

Laerte Braga

Eu me recordo de um dia na redação de um dos primeiros jornais em que trabalhei que faltara o “astrólogo”. Nada contra a Astrologia. O editor chamou um rapaz novato e disse a ele: “escreva o horóscopo para amanhã já que fulano não veio”. Espantado o companheiro perguntou como e recebeu em troca a seguinte resposta: “signo por signo, equilibre previsões negativas com positivas, mas as positivas devem preponderar, três linhas para cada signo, cinco no máximo”.

Há anos atrás um grupo de jornalistas brasileiros no exterior “montou” um documento com o timbre da Academia Real da Inglaterra sobre uma descoberta revolucionária. Um determinado tipo de alimento que ministrado às vacas permitia que o leite saísse já com sabor. Caramelo, moranga, framboesas, vai por aí afora.

O tal documento foi remetido a VEJA e saiu publicado na íntegra com os comentários sobre a nova evolução da tecnologia alimentar, capaz de transformar o consumo do leite em um prazer com condições de combater o imbatível milk shake, presença obrigatória em qualquer lanchonete do mundo ocidental. É lógico, já estavam de olho nas contas publicitárias dos produtores de leite.

Na semana seguinte os jornalistas trouxeram a público que se tratava de uma farsa, o documento fora montagem e se pretendia apenas provar que VEJA não tem nem cuidado e nem escrúpulo com o que quer que seja. O fato ficou conhecido como o “boimate”, pois o dito cujo “alimento” permitiria às vacas darem leite com mate.

Os Civitas, donos da VEJA e de várias outras publicações no Brasil são procurados na Itália por associação com a Máfia, formação de quadrilha e encontraram no Brasil o espaço ideal para os grandes “negócios”. É o que fazem, nada além de grandes “negócios”, associados à elite mais atrasada do País, a paulista (pior que a mineira), mas também a mais poderosa.

Essa associação inclui o latifúndio coronelesco de várias partes do Brasil, sobretudo no Nordeste e aí começa a importância de liquidar com o governo Lula. Começa pela necessidade de desacreditar o PT (não importa que tenha errado ou acertado, para VEJA vai sempre errar) e neutralizar uma figura estratégica para o partido de Lula, o ex-ministro José Dirceu.

Se Lula acabar com a fome vão dizer que está transformando os brasileiros em obesos. Se resolver o problema da saúde, vão dizer que Lula está desperdiçando dinheiro em programas inúteis de recuperação dos seres humanos desprezíveis. E assim por diante.

Quando o governo Lula rejeita as propostas de franquias que o governo do Texas coloca nas rodadas de negociações do tal livre comércio mundial, transformam-se, os Civitas e a VEJA, em instrumentos dos grandes grupos econômicos internacionais, interessados em transformar o Brasil numa Roça de Cana, um posto de troca dos cavalos das linhas da Wells Fargo (diligências).

Aqui não existe análise de mérito do governo Lula. Acertos, erros, equívocos, besteiras ditas pelo presidente, nada disso.

Uma constatação simples: está chegando 2010 e a despeito de todo o esforço da mídia dita grande, a GLOBO é o carro chefe e VEJA a lata de lixo das missões sujas, Al Capone e seus matadores, numa comparação bem realista, mas, a despeito de todo o esforço, Lula continua imbatível no Nordeste e no Norte do País e com penetração substancial nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

O Nordeste é o segundo contingente eleitoral do País. Decisivo no processo da escolha do futuro presidente em 2010. A busca de VEJA é pela chave do cofre e ao lado de tucanos (José Serra é o candidato), DEMOcratas, o esquema de sempre.

O papel que VEJA e a GLOBO cumprem é o de sangrar Lula e criar condições objetivas para que em 2010 o governador de São Paulo seja eleito presidente da República sem atropelos.

E isso se dá pela mentira, pela montagem de reportagens sórdidas e repugnantes como a que afirma ter sido Chê Guevara sanguinários, assassino frio e medroso, quando todos os fatos ao longo do tempo mostram o contrário.

Fatos reais são irrelevantes para a VEJA, como para a GLOBO. O que importa são as versões moldadas aos interesses de um estado imperialista por sua elites, São Paulo, onde, só para se ter uma idéia, um contingente expressivo de nordestino sustenta e carrega as liteiras da senhoras da DASLU/CANSEI, na esteira do contrabando, da sonegação, do mito que São Paulo não pára e que as declarações do dono da boate Bahamas foram apenas um ato falho que São Paulo se orgulha de ter a maior casa de garotas e garotos de programa do País, freqüentada pelas elites defensoras da ordem, da moral e dos bons costumes, que moram em condomínios fechados e na quarta-feira de cinzas bochecham com água benta e se persignam com cinzas enquanto vão destruindo o resto do País com investimentos e projetos como a ARACRUZ.

O ser humano para VEJA e para a GLOBO conta como objeto a ser manipulado e capaz de acreditar que toda aquela parafernália tecnológica que produz uma revista de alto padrão gráfico e uma televisão que exporta para todo o mundo, representam o futuro, a perspectiva de uma nova era.

Uma era de gelo, uma era de desertos imensos, onde os castelos serão as máquinas controladas e dirigidas pelos senhores das pastas e dos botões. Uma espécie de mundo Mad Max, onde nem as pernas maravilhosas de Tina Turner serão mais que pernas expostas numa churrasqueira como aconteceu recentemente no Estado da Carolina do Norte, na matriz, pagando adulto três dólares e criança um dólar.

Esse não é o mundo cão. Mundo cão é aquele ao qual nos arremetem e nos jogam com a coisificação do humano. O deles é o que puxa as coleiras e busca levar as pessoas para um precipício de valores, quaisquer que sejam, onde as formas de escravidão vêm em tevê de plasmas de cinqüenta polegadas vendidas nas Casas Bahia ou nas capas bombásticas da VEJA, que encantam e seduzem a “crasse mérdia”. A que é sem nunca ter sido, mas fica fascinada quando vê um um botão diferente numa nova máquina.

Há anos atrás, machisticamente, se falava dos caras que colocavam os carros na cama e as mulheres na garagem. VEJA e GLOBO criam o ser neutro que gélido, frio, insensível, vai se transformando na mercadoria, moeda de troca dos donos dos “negócios”. A sociedade de consumo pela via do espetáculo.

Aí tem sempre o dono da ética, o cara que faz do combate à corrupção um processo de extermínio das ideologias (sem análise de mérito), dos partidos políticos (são lastimáveis, o modelo está falido) como se fosse o padrão da ética e da moral, mas financiado e movido pela grana dos donos.

Tem sempre um sem caráter pronto a descer com a pasta disposto a encaçapar todas as bolas possíveis e impossíveis. Uns custam mais, outros custam menos, mas tem sempre um. Seja no primeiro, no segundo, ou no quinto andar, ou em São Paulo, defendendo a moral, os bons costumes, ajudando, protegendo e sendo “dono”.

E tem sempre a legião que acha que é assim.

Se Lula é bom, ruim, corrupto, íntegro, nada disso conta. O que conta é o que querem e VEJA e GLOBO, como FOLHA DE SÃO PAULO, ISTO É, ÉPOCA, ESTADO DE SÃO PAULO (esse tem a vantagem de ser fiel aos seus princípios monarquistas e escravocratas desde tempos imemoriais) trazem a cada dia o vírus da mentira montada e vendida como se fosse a verdade plena e absoluta.

Aí, quando o cara trepa no alto do prédio diz que vai pular e não pula, toma uma bruta vaia. É o reflexo que vem de dentro das pastas onde habitam as podridões dos donos, capangas, prepostos e toda a sorte de canalhices e mentiras. Chorar? Só quando o personagem da novela padece de um mal qualquer, ou é abandonado.

O resto é detalhe para essa gente. Esse caos político, econômico, a corrupção, tudo é parte intrínseca e extrínseca do modelo político, econômico e social resultante dele.

A luta não se dá em Brasília, mas na rua. Quarteirão a quarteirão para varrer essa gente. Do contrário nossos filhos não terão futuro e nossos tataranetos nem sabemos se irão existir. Podem ser substituídos pelos robôs, ou virarem escravos nas minas de sal dos com as almas, as consciências e os corações roubados pelos que mexem as cordinhas de VEJA, da GLOBO, da FOLHA, da chamada grande mídia.

NovaE

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Colômbia trabalha para escapar de seu passado

David J. Lynch
Em Medellín, Colômbia

Em uma cidade que, por muito tempo, foi sinônimo de homicídio e caos, o bairro de Santo Domingo Savio era um dos mais perigosos. Paramilitares fortemente armados e chefões do tráfico, inclusive o famoso Pablo Escobar, lutaram aqui com armas automáticas e explosões, em meio a casas de barro, habitadas por alguns dos mais pobres colombianos.

“Eles mataram meu filho, dois sobrinhos e um cunhado”, diz a moradora Beatrice Bernal. “Era horrível, horrível. Você tinha que correr, por causa dos tiroteios”.

Mas hoje, Escobar está mofando em seu túmulo há quase 14 anos, e seu bairro na colina não mais simboliza uma terra sem lei. Uma reviravolta impressionante, de fato, cortou o índice de homicídios de Medellín para menos de um décimo de 1991 e plantou esperanças onde o desespero medrava.

Uma biblioteca pública modernista, que no início do ano recebeu a realeza espanhola, compartilha elogios com uma linha de bonde novinha, ligando a população pobre aos empregos na cidade. Pequenos cafés com mesas de madeira abrem-se para as calçadas, cheios de crianças uniformizadas rindo. “É maravilhoso!” entusiasma-se Bernal, 46, funcionária do sistema de transportes. “Mais do que tudo, porque parou aquela violência terrível.”

O presidente colombiano Álvaro Uribe usa a redução da violência para tentar superar as dúvidas no Congresso americano sobre um acordo pendente entre os dois países. Apesar do comércio entre os EUA e a Colômbia ser relativamente modesto, com US$ 16 bilhões (em torno de R$ 32 bilhões) -cerca de um terço do volume com o Brasil-, multinacionais como Caterpillar, Procter & Gamble e UPS vêem o mercado como potencialmente lucrativo. O governo Bush também argumenta que o acordo beneficiaria os EUA, cimentando a estabilidade na Colômbia, uma aliada americana vizinha do presidente anti-americano Hugo Chávez, na Venezuela, e promovendo o comércio legítimo onde drogas ilícitas continuam sendo uma indústria importante.

Os democratas, porém, inclusive a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, dizem que o pacto comercial não progredirá até que a Colômbia acabe com um tipo de crime que quase sempre permanece impune: o assassinato de sindicalistas. Desde 1986, 2.539 sindicalistas foram mortos no que as uniões da Colômbia descrevem como campanha sistemática antitrabalhistas por paramilitares alinhados com o governo. Uribe insiste que seu governo já reduziu o número anual de assassinatos de sindicalistas de 197, em 2001, para 23 até agora neste ano. Depois de anos de inação, o governo também está fornecendo a mais de 1.200 sindicalistas segurança e veículos blindados e formou uma unidade especial para investigar esses homicídios.

O governo Bush quer pressionar o Congresso a votar o assunto neste outono, depois deste fechar um acordo separado e menos controverso com o Peru. No entanto, pode demorar até 2008 ou até 2009 antes da Colômbia ter sua chance. Junto com preocupações sobre condições de trabalho na Colômbia, o acordo é prejudicado pelo amplo descontentamento americano com a globalização, assim como um acerto de pontos entre democratas que controlam o Congresso e o governo republicano que deu pouca atenção a eles durante as batalhas comerciais anteriores.

“No longo prazo, o debate sobre o acordo de comércio livre colombiano não é realmente sobre a Colômbia”, diz Daniel Restrepo, diretor do projeto Américas no Centro para o Progresso Americano em Washington.

Violência contra sindicatos
O preço em vidas da violência contra os sindicatos pode ser sentido em uma pequena casa, no fim de uma rua estreita, a alguns quilômetros da transformação urbana tão falada de Santo Domingo. Dentro dela, a viúva de um sindicalista conhecido por seu senso de humor, lembra-se do assassinato na porta de sua casa.

“Ouvi dois barulhos, como quando você tira a rolha de uma garrafa de vinho. Aí, ouvi alguma coisa cair”, disse Maria Durango, 64, chorando. “Ele não gritou. Fui até a porta, olhei para baixo e o vi caído. Quando (nossa filha) aproximou-se dele, uma corrente de sangue saia de sua cabeça.”

A vítima, Factor Antonio Durango, 54, mudara-se para a cidade em 1996, depois de receber ameaças de morte por paramilitares em Uraba, no campo, por tentar organizar os trabalhadores de um plantação de bananas. Ele conseguiu emprego vendendo bilhetes de loteria em uma esquina, parte de um negócio crescente em Medellín, mas controlado por paramilitares. Em 2000, ele organizou um sindicato de vendedores de bilhetes de loteria. Logo, estava sendo seguido e recebendo telefonemas ameaçadores que, segundo disse para sua mulher, vinham dos paramilitares. Esses bandos armados emergiram nos anos 90 para lutar contra guerrilheiros de esquerda em nome dos poderosos proprietários de terra, empresas e barões de drogas.

O governo forneceu guarda-costas para Durango em 2003, mas retirou-os no ano seguinte, apesar de um atirador tê-lo acertado na mão nesse ínterim. Então, em agosto de 2005, enquanto se aproximava da porta da frente, ele foi baleado na cabeça e nas costas.

Sua família enrolou-o, colocou-o em um táxi e levou-o para uma clínica. “Ele disse: ‘Minha cabeça dói muito; não me deixem morrer’”, lembra-se a filha Patrícia, 26, assistente de enfermagem. Durango morreu dois dias depois, deixando três filhos e uma viúva, que sobrevive com pagamentos mensais do sindicato de US$ 75 (em torno de R$ 150).

A família diz que as autoridades rapidamente fecharam a investigação de sua morte sem acusar ninguém. No entanto, três meses atrás, com a Colômbia sob fogo por não prender mais assassinos de sindicalistas, o governo reabriu o caso.

Investigação de casos não resolvidos
Apesar de outras autoridades terem sugerido que muitos dos ativistas foram mortos por razões não relacionadas com o trabalho organizado, o promotor general Mario Iguaran -que dedicou 13 advogados e 77 investigadores para investigarem cerca de 200 homicídios de sindicalistas não resolvidos- diz: “Na maior parte dos casos, o homicídio ocorreu por causa das atividades no sindicato.”

Até hoje, dos 2.539 casos, somente 80 foram resolvidos, de acordo com Jose Sanin, diretor geral da Escola Nacional Sindical. “Mais de 2.000 nem foram investigados”.

Alguns líderes sindicais dizem que o fim da violência e das ameaças não faria nada para mudar sua forma de encarar o acordo comercial. Eles associam o clima de hostilidade ao trabalho organizado à fórmula econômica de mercado livre que Washington promoveu na América Latina por quase duas décadas. A partir do início dos anos 90, uma onda de privatizações varreu várias indústrias, gerando cortes de empregos, reduzindo benefícios e deixando os sindicatos com 4,8% da força de trabalho, contra 14% há duas décadas.

“O comércio livre está nos matando tanto quanto os tiros”, disse Gustavo Triana, membro da maior federação trabalhista do país, a Central Única de Trabalhadores da Colômbia.

Por mais de quatro décadas, a Colômbia ficou presa a um conflito armado entre guerrilheiros de esquerda, paramilitares de direita e traficantes. A guerra teve um enorme preço humano e financeiro. De acordo com o Banco Mundial, se o país tivesse alcançado a paz há 20 anos, a renda do colombiano médio seria 50% mais alta do que os US$ 3.000 (em torno de R$ 6.000) de hoje.

Recuperação com Uribe
Nos anos 90, a Colômbia aproximou-se perigosamente de se tornar um Estado fracassado. Com o governo aparentemente impotente, os traficantes tinham um apelo popular perverso. Escobar, chefão do cartel de Medellín, foi até eleito ao parlamento. A violência permeou a sociedade enquanto candidatos presidenciais, policiais e juizes eram assassinados.

Os EUA gastaram mais de US$ 5 bilhões (R$ 10 bilhões) em ajuda externa na última década para estabilizar a Colômbia, que produz aproximadamente 90% da coca consumida pelos norte-americanos. Sob Uribe, o Estado contra-atacou. O governo, há muito impotente nas regiões mais remotas, pela primeira vez estabeleceu a presença da polícia em todas as 1.099 municipalidades. Em todo o país, os homicídios caíram 37%, e os seqüestros 78%.

No bairro afluente de Poblado, a cena do shopping de Oviedo seria familiar para qualquer consumidor americano. Clientes do Café Le Gris bebem vinho gelado e saboreiam filé ao molho de ervas enquanto outros passeiam mexendo em seus iPods. A um quarteirão de distância, há evidências da explosão imobiliária local, com um prédio de escritórios inacabado de mais de uma dúzia de andares com vista para um segundo terreno que está sendo preparado para construção.

Apesar da luta entre militares e guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) continuar, o presidente conseguiu desmobilizar mais de 32.000 paramilitares.

A reviravolta é impressionante, mas não é completa. A credibilidade de Uribe foi prejudicada por um escândalo político, que revelou laços entre os paramilitares ilegais e os aliados mais próximos do presidente, inclusive seu diretor de inteligência e mais de uma dúzia de membros do Congresso Colombiano. Uribe negou as acusações de que está pessoalmente ligado a atiradores ilegais.

A melhoria na segurança foi chave para a expansão econômica, que está em seu oitavo ano. O total acumulado de investimento estrangeiro direto mais do que dobrou desde 2002, alcançando US$ 52,8 bilhões (em torno de R$ 105,6 bilhões) neste ano, de acordo com a Unidade de Inteligência da Economist.

Alguns analistas, como os do Grupo de Crise Internacional, questionam a durabilidade das conquistas recentes, argumentando que paramilitares se reagruparam em gangues criminosas no tráfico de drogas. Uribe diz que o desenvolvimento do país estará em risco se o Congresso não aprovar o acordo.

Acompanhando de perto os desdobramentos estão os executivos, como Guillermo Valencia, presidente de Indústrias e Inversiones CID, que faz ternos masculinos para revendedores americanos como Macy’s, Dockers e J.C. Penney.

Sob um programa de tarifas reduzidas criado para reforçar as economias da Colômbia e seus vizinhos andinos, a maior parte dos produtos colombianos entram nos EUA sem tarifas. O acordo pendente tornaria permanente essa situação, que expira no final de fevereiro, e estenderia o tratamento para os bens americanos entrando na Colômbia, que atualmente são sujeitos a tarifas de mais de 11%.

Para exportadores colombianos como Valencia, um atraso na aprovação do acordo sujeitaria os produtos a taxas de 16 a 22%, efetivamente colocando-os fora do mercado americano. A incerteza sobre as tarifas futuras levou algumas empresas americanas a cortar as encomendas daqui. Uma fabricante de jeans local recentemente demitiu 400 trabalhadores após um importante cliente americano substituí-la por um fornecedor de outro país, diz Valencia. As importações americanas de roupas colombianas em julho foram de US$ 34,7 milhões (cerca de R$ 69,4 milhões), uma queda de mais de 28% em relação a julho de 2006.

Na fábrica da empresa aqui, fileiras de mulheres jovens usando macacões caqui fazem ternos para homens e meninos aos milhares. Se o Congresso aprovar o acordo, Valencia quer produzir 3.000 ternos diariamente, 50% acima dos níveis atuais, e contratar mais 500 funcionários. Ele teme que as exigências americanas contra a violência destruam os planos. “A comunidade empresarial não tem nada a ver com essa violência”, diz ele.

Economistas como Alejandro Gaviria, da Universidade dos Andes, disse que a economia vai se sair bem sem o acordo. Sergio Fajardo, prefeito popular de Medellín que estudou nos EUA, concorda. Ele diz que o destino do acordo, por fim, vai ser mais uma indicação da capacidade da Colômbia de depender dos EUA para ajudar a reparar sua sociedade fraturada do que sobre sua prosperidade comercial futura.

“Se não assinarmos o acordo de comércio livre, não vamos morrer. (Mas) o problema vai piorar, com certeza”, diz ele. “E para quê temos amigos? Para tornar os problemas piores? Nossos amigos deveriam nos ajudar a melhorar as coisas… precisamos de vocês para nos ajudar a resolver os problemas.”

Tradução: Deborah Weinberg

USA Today

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Erros e acertos da Microsoft

Editoria de Negócios

Bill Gates escreveu um memorando, em maio de 1995, distribuído pela Microsoft, no qual declarou que a internet era “o desenvolvimento mais importante” desde a criação do computador. A companhia não chegou a dominar a nova fronteira, mas teve alguns sucessos importantes. O Internet Explorer ainda é o navegador mais utilizado no mundo, mesmo com a adesão cada vez maior ao Firefox.

Passada uma década, a empresa tenta se reinventar como uma provedora de entretenimento em várias frentes. Os acontecimentos em semanas recentes têm mostrado que a gangorra entre acertos e erros continua.

O lançamento mais esperado do ano no mercado de videogames foi o Halo 3, um jogo para o Xbox 360, console da empresa americana que compete com o Wii da Nintendo e o Playstation 3 da Sony, por um mercado mundial de cerca de 30 bilhões de dólares.

Entre 25 de setembro, quando as vendas foram iniciadas à meia-noite, até 4 de outubro, o jogo rendeu mais de 300 milhões de dólares para a companhia e dobrou a venda dos consoles Xbox 360.

Os números impressionam, mas alguns detalhes deixaram os jogadores decepcionados. Aqueles que pagaram 10 dólares a mais pela edição especial do Halo 3 ganharam uma bonita caixa de metal, mas que não segurava adequadamente o disco e riscava o conteúdo. Ou seja, ao chegar em casa, o jogo travava. Os consumidores que enviarem o disco defeituoso de volta receberão um novo, sem custos, no prazo de duas semanas.

Anteriormente, a companhia tinha passado por outro problema, quando teve de aumentar o período de garantia do Xbox 360, porque alguns compradores receberam sistemas defeituosos, estimados em cerca de 30% do total vendido. Um erro com custo de 1 bilhão de dólares.

Além do mercado de videogames, a Microsoft também tenta se firmar em outra arena lucrativa e em grande parte dominada pela Apple, com o iPod. A nova geração do Zune conta com inovações atraentes. A principal é a sincronização sem fio. O usuário pode atualizar as músicas no aparelho, sem qualquer cabo para fazer a conexão com o computador.

O tocador é agora oferecido em várias cores, algo melhor do que os tradicionais preto, branco e marrom. A liderança da Apple no mercado não será ameaçada, mas, a cada avanço, a Microsoft posiciona-se para tentar fazer frente ao iPod, quando o ritmo de vendas do líder começar a desacelerar.

Por fim, como está o mercado de software, origem da companhia? A última versão do sistema operacional Windows, o Vista, teve uma recepção morna. Nove meses depois do lançamento, os usuários têm reclamado de problemas de compatibilidade com aplicativos e acessórios, configurações mínimas muito acima das presentes na maioria da base instalada de PCs, e que o sistema trava com freqüência.

Isso tem atrapalhado as vendas de PCs com o Vista pré-instalado. Alguns fabricantes e vendedores oferecem downgrades aos consumidores que preferem o Windows XP, como têm feito a Dell e a cadeia britânica Dabs, enquanto outros preferem vender computadores equipados com o Linux. - por felipe marra mendonça

Carta Capital

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Energia para quê e para quem, pergunta Marco Antonio Trierveiler

Coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) comenta os impactos do atual modelo energético brasileiro, que privilegia as transnacionais em detrimento do meio ambiente e dos cidadãos

24/09/2007
da redação

A água e a energia não podem ser vistas como mercadorias e devem “estar a serviço e sob o controle do povo brasileiro”. A opinião é de Marco Antonio Trierveiler, coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Trierveiler lembra que o Brasil paga a quinta maior taxa de energia do mundo. Segundo ele, os custos de produção da energia elétrica ficam em torno de seis centavos por kw. No entanto, a população paga de 30 a 63 centavos por kw consumido.

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, ele critica a construção de novas hidrelétricas e relata exemplos de populações atingidas pelas barragens. Trierveiler questiona também a produção de energia no País e pergunta: precisa ou falta energia para quê ou para quem? Quem se beneficia da energia? Se faltar energia, qual será a melhor forma (técnica) de produzi-la?

Quem lucra com a energia produzida no País?

Marco Antonio Trierveiler – É importante dizer que 32 % de toda energia elétrica produzida no Brasil é utilizada pela chamada indústria pesada, ou ainda conhecida com indústria eletrointensiva (celulose, alumínio, ferro-gusa, minérios, petroquímica, cimento). Essas empresas, além de gastarem muita energia, geram poucos empregos, são muito poluidoras e produzem basicamente para exportação (com esta política, o Brasil voltou a condição semelhante ao modelo agroexportador superado após a crise de 1929, só que agora exporta minérios e produtos primários). Por esse motivo é que estas indústrias são instaladas em países periféricos, pois elas procuram mão-de-obra barata, exploração dos recursos naturais e mercadores consumidores. A riqueza e o desenvolvimento que geram é privado, ou seja, somente quem ganha são as próprias empresas.

Para ilustrar esta situação de geração de lucro, podemos pegar o exemplo de uma das barragens já construída, a Hidrelétrica de Barra Grande . Esta usina teve um custo de 1,366 milhões de reais (mais de 770 milhões financiados pelo BNDES). Tem como donas a ALCOA, a CPFL, a Votorantim, a Camargo Correa, a DME e a Companhia Brasileira do Alumínio-CBA, e produzirá anualmente 3.334.000 MWh, ao preço de R$ 123,80/MW (preço da venda no leilão de energia), o que renderá anualmente R$ 412.749,200,00. Assim, em pouco mais de três anos toda a obra estará paga. Como ela tem concessão de 30 anos e um custo de manutenção baixo, nos 27 anos restantes terá lucro limpo.

Em que sentido as populações ribeirinhas são mais influenciadas pelas hidrelétricas brasileiras?

Trierveiler - O Brasil e a maioria dos países do mundo vivem em sociedades capitalistas, nas quais poucos e grandes grupos econômicos dominam os setores da indústria, e buscam também controlar os recursos energéticos do planeta. Estes grupos, para expandir seus lucros, buscam a expansão da produção com aumento da exploração da mão-de-obra e com aumento à exploração das riquezas naturais e à exploração da natureza, causa da humanidade estar enfrentando uma crise ambiental sem precedência na história da humanidade.

Geralmente, as decisões de construir uma barragem são tomadas dentro dos escritórios dessas grandes empresas nacionais e internacionais. Eles decidem em que determinado local do rio existem condições técnicas (geralmente viabilidade financeira) para construir uma hidrelétrica. Tomada a decisão de construir, o povo e os recursos naturais existentes na região onde a obra será construída são “problemas” a serem resolvidos ou eliminados, para facilitar o andamento da construção.

Os agricultores, pescadores, sem-terra, posseiros, minerador, quilombolas, indígenas foram historicamente sendo “empurrados” para as terras ribeirinhas ao Rio e permaneceram ali como forma de resistência, mas desassistidos de qualquer política pública. Com a construção de hidrelétricas, eles perdem a relação de vida e de sustento com o Rio, perdem suas terras, seu trabalho, sustento, dignidade e renda. Pescadores, pequenos comerciantes, dragueiros, balseiro, professores, puxadores do leite, pequenos transportadores também tem suas atividades paralisadas.

Antes de as obras serem construídas, começam os problemas como a falta de informações corretas; falta de incentivo dos bancos, que negam financiar as lavouras, pois as terras serão alagadas; o desânimo de fazer melhorias nas propriedades etc. Com a obra, surgem também novas doenças, prostituição e aumento da violência. Acirram as disputas pelas já precárias condições nas áreas da saúde, educação, moradia e de outras infra-estruturas básicas. Muitos devem perguntar se estes problemas não são “mitigados”. A resposta vem num exemplo: apesar dos efeitos serem sentidos por toda a região, poucos moradores são considerados “atingidos” pela obra. De cada 10 famílias, os dados demonstram que sete delas não são reconhecidas, e por causa disso não recebem nenhum tipo de indenização. As empresas só consideram atingidas aquelas pessoas que são deslocadas por causa do enchimento do lago e que possuem título de propriedade. Então, muitos moradores saem expulsos pela água, indo engrossar as favelas das cidades.

Quais são as conseqüências ambientais, para o ecossistema, de uma hidrelétrica?

Trierveiler - As barragens inundam terras extremamente férteis que abrigam ecossistemas diversos. Boa parte da fauna e da flora que vivem nessas áreas não conseguem sobreviver em outras regiões. As barragens trazem problemas para as “rotas migratórias” de muitos animais; causam alteração e piora na qualidade da água, pois há mudança na temperatura e na composição química.

Nos primeiros anos de uma barragem, a decomposição da vegetação acarreta na redução do oxigênio na água e liberação de gases tóxicos. Estas alterações causam enormes prejuízos, causando a redução de peixes, proliferação de mosquitos e diminuição de espécies.

Como fica o abastecimento de água principalmente para a população mais pobre?

Trierveiler – Aqui, podemos citar pelo menos dois aspectos. O primeiro é que as barragens privatizam além da energia, também a água. Em muitos casos, as empresas cercam os lagos, dizendo o que pode ou não ser feito. Temos como exemplo a barragem de Acauã-PB . A população da região, na grande maioria camponeses, foi desalojada e deslocada para favelas rurais, onde não há terra para trabalhar, nem infra-estrutura básica (escola, água, saneamento básico, posto de saúde). Essas famílias disputam com os animais a água para tomar nos banhados. Após a inclusão da barragem, o acesso à água para a pesca, para o banho, para o gado beber e para a irrigação fica restrita à vontade das empresas. Por mais estranho que pareça, a falta de água é um dos maiores problemas da população ribeirinha. O excesso das detonações durante a construção das barragens cria fissuras nas rochas que faz sumir as vertentes e secar nascentes de água.

No relatório da Comissão Mundial de Barragens - CMB (World Commission on Dams-2000) -, há alguns dados interessantes. Por dois anos foram feitos estudos, que resultaram num relatório que apresentou critérios para construir barragens. O material diz que das 45.000 grandes barragens construídas no mundo, dois terço delas estão em países ditos “pobres”. Além disso, as informações revelam que as barragens atingiram diretamente 80 milhões de pessoas e degradaram e fragmentaram 60% dos cursos d’água. No Brasil, 34 mil km² (3,4 milhões de hectares) de terra foram alagadas pelos reservatórios, muitas delas terras férteis para agricultura.

Com que olhos o senhor vê a construção de usinas no Rio Madeira?

Trierveiler - Buscamos discutir o que tem por trás destas barragens que terá sua energia leiloada agora no dia 30 de outubro de 2007, conforme anúncio do Ministério de Minas e Energia. Como disse inicialmente, os grandes grupos econômicos estão interessados em aumentar sua exploração na Amazônia e em toda América Latina (recursos naturais, energia, minérios, madeira, terra, biodiversidade - principalmente para indústria financeira). Para que essas indústrias possam se instalar no País, elas precisam criar uma rede de infra-estrutura básica (energia, portos, hidrovias, redes de transmissão de energia, estradas, ferrovias), o que possibilitará a elas transportar mercadorias para fora do país. O complexo do Rio Madeira estaria a serviço dessas empresas. Há dados de que, com a construção de uma hidrovia, o preço da soja que está sendo vendido para a China diminua em 30 dólares a tonelada, favorecendo principalmente os maiores plantadores do produto, a Família Maggi. Outra grande disputa que está sendo feita por grandes grupos econômicos como a Alstom , da França e Voith-Siemens, da Alemanha, é referente aos 28 bilhões de reais, valor estimado para a construção das obras. Com base nesses dados, fica claro que este modelo econômico e energético exemplificado nas barragens do rio Madeira não trará desenvolvimento entendido como melhoria de vida da população local. Pelo contrário, aprofundará o abismo existente entre os ricos e pobres.

Qual é a melhor forma de energia alternativa para as populações ribeirinhas, na opinião do MAB?

Trierveiler - Reforçamos que tão importante quanto debater quais são as melhores formas de produzir energia é discutir conjuntamente a necessidade de construir uma nova sociedade. O Brasil é muito rico em diversas fontes energéticas: solar, eólica, biomassa, hidráulica. A pior opção de energia é a atual, onde a hidroeletricidade é responsável por mais de 80% de toda energia elétrica produzida, ou seja, temos um modelo mono-gerador. Devemos aproveitar as outras fontes que possuímos. Os técnicos dessas áreas dizem que é necessário diminuir as perdas operacionais e técnicas. Para o padrão internacional, os níveis normais de perdas devem ficar em torno de 6%, e no Brasil temos 15% de perdas. Outra alternativa seria a repotencialização das usinas já existentes, ou seja, modernizar e melhorar o equipamentos e sistemas das barragens já existentes.

Jornal Brasil de Fato
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Desvinculação de Receitas da União é inconstitucional, aponta Ação Educativa

Os recursos retirados da educação, nos últimos 12 anos, poderiam ser destinados à construção de aproximadamente 120 mil creches em todo o país

10/10/2007

Gisele Barbieri,de Brasília (DF)

Mais de R$ 70 bilhões de reais deixaram de ser investidos na área da educação nos último 12 anos por conta do mecanismo da Desvinculação de Receitas da União (DRU). Esta é uma análise feita pela Universidade de São Paulo (USP) contida no estudo Custo Aluno-Qualidade, desenvolvido neste ano pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação. A Desvinculação de Receitas da União, conhecida como DRU, é uma medida adotada pelo governo federal em 1994, pela qual o governo está autorizado a utilizar 20% dos recursos de impostos e contribuições em outros programas e despesas que ele achar prioritário. Assim, fica “desobrigado” de realizar os investimentos obrigatórios definidos pela Constituição.

Para a Organização Não-Governamental (ONG) de defesa da educação, Ação Educativa, esta medida é inconstitucional e restringe o direito à educação, não respeitando o previsto em lei. O artigo 212 da Constituição Federal diz que a União deve aplicar anualmente, 18%, e os estados, 25% da receita resultante de impostos para a manutenção e desenvolvimento do ensino. Segundo Salomão Ximenes, advogado da Ação Educativa, com a DRU, o repasse de recursos para a educação nunca é cumprido e acaba ficando sempre em torno de 13%. Ele aponta que a perda da educação a cada ano fica em 25%.

Os recursos retirados da educação, nos últimos 12 anos, poderiam ser destinados à construção de aproximadamente 120 mil creches em todo o país, amenizando o problema das 11 milhões de crianças brasileiras de 0 a 3 anos, que não estão matriculadas em creches como afirma José Marcelino de Rezende Pinto, responsável pela análise no estudo.

Os governos utilizam a DRU para desviar recursos da área social sobretudo para o pagamento do serviço da dívida, que responderá por 32% do orçamento de 2007. A Saúde fica com 4,95% e a educação, 2,14%.(Radioagência NP)

Jornal Brasil de Fato
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Huck, Ferréz, Mônica e o que importa no Brasil

Luiz Antonio Magalhães
10-Out-2007

A semana do feriado da padroeira do Brasil, Nossa Senhora de Aparecida, não foi lá muito santa, para dizer o mínimo. Começou com uma polêmica entre o apresentador Luciano Huck e o rapper Ferréz sobre a violência nas metrópoles e terminou com a beldade Mônica Veloso na Playboy, para deleite dos senadores (e, pasmem, uma senadora) flagrados em plenário acessando o ensaio da morena em seus computadores portáteis. Os dois episódios são emblemáticos do atual momento brasileiro.

No primeiro caso, trata-se de uma discussão iniciada por um talentoso apresentador da TV Globo que, após ser vítima de um assalto em que perdeu um Rolex, resolveu escrever um artigo para um grande jornal expressando a sua indignação. O mais interessante no artigo, porém, não foi a indignação do articulista, mas o seu tom ensimesmado – “Luciano Huck foi assassinado. Manchete do Jornal Nacional”, assim começa o texto do modesto apresentador.

Na segunda-feira (8), o mesmo jornal abriu espaço para Ferréz trazer a “versão” (ficcional, é bom deixar claro) do “correria” que levou o relógio de Huck. “A hora estava se aproximando, tinha um braço ali vacilando. Se perguntava como alguém pode usar no braço algo que dá pra comprar várias casas na sua quebrada (…) No final das contas, todos saíram ganhando, o assaltado ficou com o que tinha de mais valioso, que é sua vida, e o correria ficou com o relógio”.

Sobre Mônica Veloso, não é preciso explicar muito: finalmente chegou às bancas a esperada edição da Playboy com a ex-namorada de Renan Calheiros do jeito que veio ao mundo. Claro que Brasília inteira foi conferir os atributos da moça.

A soma dos dois episódios revela que há algo meio doentio em uma sociedade que valoriza a exposição pública de atos moralmente duvidosos. Huck perdeu a chance de ficar quieto e chorar seu Rolex ao seu amigo José Serra; Ferréz fez uma defesa simpática, porém demagógica do assaltante. E de Mônica Veloso pode-se dizer que, no Brasil, toda nudez será premiada. Não é pouca coisa…

Publicado originalmente no Shopping News, encarte que circula semanalmente com o DCI.

Luiz Antônio Magalhães é editor de política do DCI e editor-assistente do Observatório da Imprensa (www.observatoriodaimprensa.com.br).

Carta Maior
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