Estamos numa situação difícil
Mathew Maavak
Isto é um planeta em negação. Enquanto a questão da própria existência pisca um ponto vermelho de “apocalipse já” a exigir uma resposta, os nossos mercados de acções parecem ter recuperado o paraíso perdido.
Estamos a testemunhar nada menos do que a primeira confluência da história de “picos” insustentáveis.
Talvez sejamos incapazes de juntar todas as partes, pois quando em 20 de Setembro o petróleo atingiu a mais alta cotação de todos os tempos — US$84,10 — o direito de isto ser uma manchete na primeira página foi concedido a uma reportagem acerca de uns poucos milhares de lares [hipotecados] americanos, vazios ou esvaziados.
Era como o Efeito Borboleta, mas com uma diferença. O bater de asas das habitações confiscadas estava agora a estimular um tsunami económico à escala mundial.
Aqui está como isto funciona.
Prestamistas hipotecários americanos, sempre vorazes por “mais”, concederam empréstimos ao grupo com fracos rendimentos, os quais, por sua vez, foram atingidos pela má administração económica. Emissores de cartões de crédito fizeram o mesmo para inchar as fantasias dos consumidores, e os bancos endureceram o laço com empréstimos adicionais para carros, ensino e negócios.
No mundo das finanças, ironicamente a dívida é encarada como um “activo”. Pense nas casas com fundações sólidas que podem ser retomadas no caso de um incumprimento.
Os débitos, com a promessa explícita de um firme fluxo de caixa, são regularmente reunidos, “titularizados” e convertidos num confuso conjunto de produtos financeiros juntamente com uma cadeia montante, onde são apregoados para o mercado global por administradores de fundos.
Este dinheiro compra outras mercadorias, acções e, sim, mais “títulos e derivativos”, tanto de títulos lixo como de blue chips.
Era fácil ir e fácil vir, a todo lugar em que o dinheiro o levasse… um casino electrónico 24 horas por dia e 7 dias por semana… uma Las Vegas sem fronteiras.
Banqueiros em Londres estavam a brindar a aurora “dos riscos e dos proprietários de iates” em festas e cocktails onde o salve-se quem puder era a grande bebida.
Um dos maiores esquema fraudulentos de memória recente estava a desdobrar-se, a expor um esquema de pirâmide de proporções gigantescas.
Quando este atingiu o ponto da metástase, os mercados de acções começaram a entrar em colapso.
Os que o alimentavam na base já não podiam pagar mais. Mesmo a classe média estava a achar difícil transferir a responsabilidade para outros.
Isto se chama uma crise de liquidez, e ela acontece quando as leis da gravidade finalmente dão um puxão no fluxo de caixa.
Ainda assim, o champanhe jorrava. Anúncios maravilhosos continuavam a brotar acerca de “títulos”, “derivativos”, e “acompanhamento financeiro abrangente”, instalados num Jacuzzi a cantar alegremente a versão de Ponzi do “dinheiro em troca de nada e garotas gratuitas”.
As pirâmides podem vir a ruir, mas as pedras mais elevadas são livre para perambular, investir em ouro aqui, produtos financeiros ali e títulos lixo por toda a parte.
Para impedir uma corrida de pânico, bancos centrais por todo o mundo bombearam US$400 mil milhões a fim de manter o equilíbrio de liquidez.
Os mercados de acções já não estavam ursinos ou taurinos [NT1] , ao invés disso estavam cancerosos, permitindo que administradores de fundos saltassem de um mercado para outro à procura de lucros, de idiotas, e de uma retirada subtil antes do big bang.
Era o amanhecer do caranguejo, do cancro na terminologia do mercado de acções, como se alguma fosse necessária. As suspeitas cresciam. Bancos europeus estavam a enfrentar a insolvência.
Durante três dias, a começar em 14 de Setembro, poupadores por todo o Reino Unidos retiraram £2 mil milhões (US$4 mil milhões) do Northern Rock, o quinto maior prestamista da Grã-Bretanha. O Banco da Inglaterra teve de intrometer-se a fim de garantir todos os depósitos em todos os bancos — um movimento com pouco ou nenhum precedente.
Contudo, os próprios bancos não estavam convencidos uns em relação aos outros. Os empréstimos inter-bancários, o quais lucrativamente faziam circular dinheiro de um banco para outro conforme ditasse a procura, eram agora considerados como armadilha da dívida inter-bancária. O cash disponível era entesourado.
O leilão de £10 mil milhões de cash do Banco da Inglaterra – a uma taxa de 6,75% por três meses – tem sido evitado pela terceira semana consecutiva.
Ou os que “têm iates” navegaram para longe, ou os bancos podem realmente achar difícil repagar o Banco da Inglaterra.
À escala mundial, o peso total dos “activos apoiados” por collateralized debt obligations (CDOs) e structured investment vehicles (SIVs) pode ser superior aos US$400 mil milhões que os bancos centrais expectoraram a fim de manter o sistema a flutuar.
CDOs e SIVs são expressões suaves para designar picos da ordem do milhão de milhões (trillion) de dólares efectuados a partir de simples proprietários de casas.
Os bancos ainda estão a calcular o que é real e resgatável, e o que foi criado e movimentado a partir do ar. A sua melhor aposta agora é por um deus ex machina.
Touro na loja da China
O maior caso de êxito económico dos nossos tempos foi o produto do consumismo ocidental. Ele criou uma oferta real e situação de procura, o que forçou a relocalização de fábricas para a obtenção do trabalho barato do Terceiro Mundo.
A China foi a campeã entre os receptores. A procura por brinquedos, parafusos, maquinaria, computadores e telemóveis nunca poderia declinar, fosse ela pesada ou não. Os decisores políticos em Pequim decidiram que o fluxo perene de notas verdes exigia uma revolução infraestrutural interna ditada pelo mercado de exportação – a primeira na história, se já houve alguma.
Fábricas, centrais termo-eléctricas, arranha-céus foram brotando em alta velocidade a fim de atender a loucura exportadora. A poluição excessiva e os apertos dos trabalhadores “não registados” migrados da China rural importavam pouco.
O que importava era prestígio, subornos e US$1,2 milhão de milhões (trillion) em reservas com base em divisas duras. Não importava que o consumo interno da China em relação ao seu PIB estivesse realmente a diminuir, era mais uma questão de anestesiar os consumidores, cujo patrão estava no centro do universo.
Não importava que as cidades chinesas estivessem amortalhadas em cinzas tóxicas, onde “apenas 1 por cento dos 560 milhões de habitantes em cidades do país respirasse ar considerado seguro pela União Europeia” [1] .
Os chineses podiam tossir mas “os dias em que mundo apanhava uma pneumonia sempre que o Tio Sam espirrava estavam ultrapassados”. Ou assim parecia.
O Tio Sam espirrou
As finanças globais começaram a ter hemorragias, e tinham de ser ressuscitadas através de um fluxo intravenoso de dinheiro do contribuinte.
Os consumidores ocidentais finalmente perceberam que os cintos tinham de ser apertados, e que caminho melhor senão reduzir os gastos e permitir que uma correcção do mercado se verificasse no sector importador.
Toda uma cadeia de oferta conduzindo a fábricas da China está em perigo de se encolher. Recursos minerais da África, fábricas de semicondutores na Malásia, matéria-prima têxtil por toda a parte enfrentam agora aguda incerteza de mercado.
A China está numa situação difícil. Contudo, isto não está a dissuadir fábricas de serem completadas no próximo ano para atender a projectada “procura global”. Se os consumidores ocidentais estão a reduzir as suas compras, os africanos não estão em posição de serem os compradores substitutos, e sem um mercado eles não poderão vender mais os seus produtos primários.
Em tais circunstâncias, o ambiente pode mudar. Quando “Pequim desenrolou o tapete vermelho para mais de 40 chefes de Estado africanos em Novembro último, cartazes a mostrar africanos vestidos com peles de leopardo, e um indígena de Papua-Nova Guiné, cobriram a cidade”. [2]
Não é de admirar que a lista de “aliados” da China esteja a ficar mais curta a cada dia que passa.
Os acontecimentos na Birmânia (Myanmar) não ajudam. A China desfruta de uma quase monopólio sobre os estimados 2,46 milhões de milhões de metros cúbicos de gás e os 3,2 mil milhões de barris de petróleo bruto de Myanmar. Pequim tem planos para desenvolver dois pipelines paralelos de petróleo e gás com 2.380 km a ligar o porto de águas profundas de Sittwe a Kunming, na província chinesa de Yunnan. Uma vez prontos, uma boa parte do petróleo e gás do Médio Oriente poderá contornar os Estreitos de Málaca.
A compensação era oferta de armas e apoio na ONU à junta militar de Myanmar. Qualquer novo governo pode negar todos os acordos existentes, e empurrar Yangon para a órbita americana. Isto é uma revolução num momento muito conveniente, na perspectiva de Washington.
A Coreia do Norte está a procurar aproximação. Agora há bastante espaço operacional obstruir Teerão, Damasco e o Hezbollah.
A China pode naturalmente desempenhar o papel de sabotador (spoiler) fornecendo armas a estes regimes através de um intermediário. Ainda assim é uma ideia má quando os israelenses estão ansiosos pela guerra.
A Força Aérea de Israel recentemente destruiu uma instalação síria que aparentemente era uma instalação nuclear em embrião, mas poderia ser um sistema de radar passivo tipo Kolchuga, ideal para derrubar bombardeiros B2. Por coincidência, os russos comprometeram-se a melhorar as defesas de radar sírias após o ataque.
Se uma conflagração mais vasta estalar no Médio Oriente, não haverá mais petróleo a escoar-se do Estreito de Ormuz até a China, nem através de Sitte, nem através dos Estreitos de Málaca.
A melhor opção para Pequim será atar a sua rede de petróleo e gás à Rússia do Extremo Oriente a uma altíssima velocidade, e limpar um pouco da poluição do ar a tempo para as Olimpíadas de 2008.
Se uma guerra geral no Médio Oriente é o nosso pior pesadelo, pense nos seguintes desdobramentos da crise…
As crises de pico e o seu plural
Pico petrolífero: Os combustíveis fósseis, comprimidos e formados ao longo de eternidades em camadas geológicas subterrâneas, estão agora libertando os intrigantes assobios de um reservatório de gás furado – baixo pois o petróleo está em primeiro lugar. Com o petróleo bruto a pairar acima dos US$80 por barril, os vários subsídios construídos no interior das economias nacionais são obrigados a arrebentar pelas costuras, e a precipitar aumentos de preços para as necessidades básicas.
Entretanto, há uma solução única – a queda da procura dos consumidores à escala mundial. Isto reduziria a procura industrial por combustíveis fósseis. Não é de admirar que as grandes companhias de petróleo (majors) estivessem relutantes em construir novas refinarias quando os lucros pareciam garantidos na era do “pico petrolífero”. Este dia certamente chegou!
O pico petrolífero também está ligado à actual crise do dólar. Com o dólar americano a mergulhar contra outras divisas importantes, o petróleo bruto deveria ficar mais barato para Washington.
Petróleo e outras commodities são comerciados em dólares, e activos denominados em dólares ultrapassam activos em outras divisas. Pequim pode despejar suas centenas de milhares de milhões em dólares em troca de euros, só para comercia-los outra vez em dólares para comprar petróleo bruto, ouro e outros activos.
A chantagem do dólar não funcionará, especialmente com o US Army entrincheirado no Médio Oriente rico em petróleo.
Contudo, os teóricos do juízo final estão a prever uma outra Grande Depressão, em que o valor do dólar pode pouco significar no caso de um colapso financeiro global.
Se isto ocorrer, uma depressão global terá de tratar dos seguintes fenómenos que não existiam na década de 1930.
Pico da urbanização: Mais da metade da população mundial viverá em áreas urbanas dentro de apenas uns poucos meses, segundo um relatório do United Nations Population Fund. Isto traduz-se por 3,3 mil milhões de pessoas num campo de concentração urbano de favelas e “pombais” de grande altura.
As crianças estão a crescer num ambiente estranhamente compartimentado, afastadas do solo que deu origem à sua identidade. Elas não acordam ao som de um galo a cacarejar, o que é o caminho da natureza de disseminar a contrição e uma mudança de atitude para além do pensamento convencional.
Elas acordam, ao invés, com um clangor brutal. Pode ser tanto o relógio despertador como o ladrar do cão, instalado como “animal de estimação” a fim de rosnar diante de algum intruso durante a madrugada. A selva urbana é um zigurate industrializado, o qual estabelece uma hierarquia desde a infância. Aqueles na base serão os que suportarão mais peso, ou maior carga de dívida.
A estreita proximidade humana também leva à pequena competitividade e ao conflito. Eis porque a “civilização” é mantida a ponta de armas, pela polícia, pelo exército e pelos “tratados”.
A vida urbana é delicada e vulnerável a toda espécie de azares, desde pragas a rupturas nos serviços públicos, comunicações e transportes. E a levantamentos políticos. Um desastre resultará num engarrafamento do tráfego, longe das fugas permitidas pelo mundo rural.
O que acontece se estala uma guerra pela energia? Ou se uma depressão global nos atingir? Podem três mil milhões de pessoas plantar verduras nas suas varandas?
Quando se trata de verduras, a perspectiva não é de modo algum verdejante…
Pico dos cereais: Os stocks globais de cereais estão nos mais baixos níveis de três décadas, após dois anos de padrões atmosféricos inabituais. Ondas de calor diminuíram a ensilagem do mundo enquanto inundações e outros flagelos ambientais devastaram algumas das regiões mais pobres “auto-sustentadas”.
Os stocks globais de trigo em Junho de 2008 cairão ao nível mais baixo de 34 anos, segundo o International Grains Council. Os stocks americanos cairão ao nível mais baixo desde 1951-52. Os futuros de trigo em Chicago atingiram US$9,3925 por bushel [1 bushel = 35,2 litros] em fins de Setembro, quando um grande fornecedor ucraniano cortou as suas exportações.
O preço de um bushel mais do que duplicou no ano passado. Isto inclui também arroz, cevada, soja, sorgo, aveia e lentilhas, e todos eles sucumbiram sob preços record. As vinhas da ira seguiram-se, com ovos, queijo, leite, carne e menu a la carte.
Pode chegar um ponto em que a cadeia de comida industrial terá pouca escolha além de passar o aumento de custos aos consumidores de um modo dramático.
Pequenos aumentos rastejantes nos preço do leite e da manteiga estão a preocupar os europeus. O leite é agora alcunhado de “o novo ouro branco”.
Não se pode culpar apenas o mau tempo. A procura ascendente da China está a pressionar os preços para a alta, apesar do facto de que apenas a metade da sua população urbana tem seguro de saúde básico. Tragicamente, a comida processada reexportada através da cadeia alimentar de Pequim está a provocar um pesadelo de saúde global.
Mas porque criticar duramente a China? A actual loucura do biodiesel está a induzir agricultores a plantar para a lucrativa indústria da bioenergia, segundo o Oil World com sede em Hamburgo.
“É tempo de perceber que a comunidade mundial está a aproximar-se de uma crise alimentar em 2008 a menos que a utilização de produtos agrícolas para biocombustíveis seja reduzida ou condições de tempo ideais e rendimentos de colheitas muito mais elevados sejam alcançados em 2008″, acrescentava.
As más notícias pioram
Pico da água: Não há suficiente água potável para sustentar o ecosistema do planeta e a sua população humana. Os rios que fornecem água de beber estão carregados de resíduos tóxicos industriais. O crescimento da população já está a comprometer as capacidades das estações de tratamento de água por todo o mundo enquanto as unidades de dessalinização permanecem uma prerrogativa dos países ricos.
Segundo o Pacific Institute, “Mais de mil milhões de pessoas não têm acesso a água potável limpa, a mais de dois mil milhões falta acesso a saneamento adequado, e milhões a cada ano morrem devido a doenças evitáveis relacionadas com a água. Os recursos aquíferos por todo o globo estão ameaçados por alteração climática, mau uso e poluição”. Ele estima que “mais de 34 milhões de pessoas podem perecer nos próximos 20 anos devido a doenças relacionadas com a água – mesmo que sejam cumpridos os “Objectivos de Desenvolvimento para o Milénio” das Nações Unidas, os quais pretendem cortar a proporção dos que não têm acesso à metade” [3] .
Muita água será desviada para a indústria e a agricultura, ou para os lances para altos em privatizações do abastecimento de água pagas em divisas. Em algumas regiões, a situação é tão aguda que o desvio de água em um país pode precipitar o conflito com um vizinho. Em 1974 o Iraque confirmadamente mobilizou o seu exército para alvejar a barragem al-Thawra da Síria, sobre o Eufrates. Israel tem os seus olhos fixados sobre o Rio Litani do Líbano.
Segundo o antigo secretário-geral da ONU Boutros Boutros-Ghali, “A próxima guerra no Oriente Próximo não será acerca de política, mas sobre a água”.
Se esta sepultura aquática não for suficiente, pense na seguinte…
Pico nas pescas: Há alguns negócios suspeitos (fishy) [NT2] sobre os nossos oceanos. Tal como o petróleo e a água, estamos a pescar por arrastão a cada vez maior profundidade os nossos abastecimentos de peixe. Tais aventuras piscatórias levaram a um declínio global nos stocks de peixe. “Ecologistas preocupam-se por áreas de pesca inteira poderem entrar em colapso quando”. A aquacultura, que substitui capturas marítimas em certa medida, tem os seus próprios problemas ambientais. [4]
O Times de Londres também pinta um cenário sombrio. Segundo alguns peritos, 90% do peixe nas águas em torno da Grã-Bretanha “desaparecerá dentro de 20 anos” na ausência de uma intervenção imediata.
Com 75% dos stocks de peixe já plenamente explorados, os números declinantes em todas as espécies do mundo apontam para um colapso em 2048, para além do qual o repovoamento (replenishment) já não é possível.
O pico do peixe “chega num momento em que o seu valor nutricional é mais reconhecido do que nunca”.
“A Organização Mundial de Saúde recomenda uma ingestão semanal de 200 a 300 gramas de peixe por semana mas as capturas de hoje mal podem cumprir este objectivo. Desde 1950 uns 60 por cento dos stocks nas águas britânicas entraram em colapso…”
O Times recorda o paradoxo de que “medidas propostas para limitar a pesca a um nível sustentável somente terão êxito para o fluxo nutricional durante as próximas décadas”. [5]
Fecha-se o círculo
Aquilo que começou como o desastre dos sub-primes no sector habitacional americano pode reflectir-se em algo que ainda não podemos imaginar. Haverá uma severa recessão global, ou pior? Se estas guerras ainda forem contidas, ainda emergirão oportunidades de outras guerras sobre trigo, água, peixe, remédios e petróleo. O que será o futuro nesta ecologia de crises?
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[1] As China Roars, Pollution Reaches Deadly Extremes, NYT, Aug 26, 2007
[2] Beijing police round up and beat African expats Guardian, September 26, 2007
[3] Global Water Crisis Pacific Institute.
[4] Water shortages will leave world in dire straits USA Today, 26th Jan 2003
[5] Fish will vanish from British waters in 20 years, says author Times Online, Sept 15, 2007
[NT1] Ursinos: mercados que tendem para a baixa de preços; taurinos: que tendem para a alta.
[NT2] Fishy tem um duplo sentido que é intraduzível: pode ser “suspeito” ou referir-se a “peixe”.
Resistir.Info
http://resistir.info/peak_oil/bad_fix_p.html