Ao redor de 4 mil baixas estadunidenses no Iraque
BAGDÁ (PL) — O número de óbitos das tropas de ocupação estadunidense no Iraque cresceu para 3.950, após ser confirmado, na quinta-feira 7, a morte de um soldado por causa de uma explosão, segundo estatísticas do Pentágono.
O militar morreu na véspera quando um artefato explosivo, colocado na estrada oeste desta capital, estourou ao passar o veículo em que viajava, anunciou o comando norte-americano num comunicad, onde não se oferecem mais detalhes do incidente.
Os ataques contra as tropas estadunidenses na capital iraquiana aumentaram nas últimas semanas.
A principal causa de morte dos soldados da força de ocupação, estabelecidas neste país árabe desde março de 2003, é o estouro de artefatos explosivos. Desde o início deste ano, esses efetivos são objeto dum ataque a bomba a cada três dias, reconheceu o comando castrense.
Da mesma maneira, nas últimas jornadas houve um incremento dos ataques contra as forças de segurança iraquianas.
Na véspera, dia 6, um comando da resistência matou dois policiais na cidade de Mosul, ao norte, informaram fontes policiais.
Essa cidade é cenário duma grande operação ordenada pelo primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, contra supostos membros da insurgência.
Também uma bomba colocada ao lado dum caminho estourou ao passar uma caravana policial que transportava ao cárcere uma dezena de supostos integrantes do Exército do Mahdi, grupo armado leal ao clérigo muçulmano xiita Moqtada al-Sader.
O acontecimento ocorreu na localidade de Diwaniya, a sul de Bagdá, e causou quatro mortos e nove feridos, acrescentou a polícia.
A explosão tinha como objetivo libertar os 10 detentos, que foram apreendidos no mês passado, acusados de atacarem tropas estadunidenses e iraquianas, segundo o general da polícia Ghassan Mohammed Ali.
TROPAS CANSADAS, DESGASTADAS E DIZIMADAS
Em Washington, o chefe do Estado-Maior das forças armadas estadunidenses descreveu, na quarta-feira, dia 6, perante legisladores, que as forças armadas dos Estados Unidos estão cansadas, desgastadas e dizimadas por operações no Iraque e no Afeganistão e não têm possibilidade de voltar a casa em grandes números em curto prazo.
Putin promete retaliar nova ‘corrida armamentista’
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira que uma nova corrida armamentista está em curso no mundo e que a Rússia está sendo "forçada a retaliar" com novas armas de alta tecnologia.
"Já está claro que uma nova corrida armamentista está se desenrolando no mundo", disse o presidente a autoridades, militares e líderes empresariais reunidos em um discurso Kremlin. "Não é nossa culpa, não fomos nós que começamos."
Putin disse ainda que outros países estavam gastando muito mais do que a Rússia em novas amas e que Moscou sempre responderá aos desafios de uma corrida armamentista desenvolvendo mais armamentos de alta tecnologia.
"Na realidade, nós somos forçados a retaliar, a tomar decisões equivalentes", afirmou. "A Rússia tem e sempre terá uma resposta a esses novos desafios."
Sob Putin e com os recursos obtidos com a alta do petróleo, a Rússia tem investido nas suas Forças Armadas, com um aumento de mais de 20% nos gastos com defesa nos últimos três anos. Ainda assim, a sua capacidade militar ainda é muito inferior à que tinha na era soviética.
Durante o discurso no Kremlin, o presidente, que está a três meses de deixar o cargo, defendeu a adoção de uma estratégia para fortalecer as Forças Armadas do país nos próximos 12 anos e consolidar a "segurança nacional".
Otan
Putin disse que, enquanto a Rússia desmantela as suas bases militares da era soviética, o Ocidente expande as instalações da Otan (aliança militar liderada pelos Estados Unidos) para perto do seu território e planeja um escudo antimísseis na Europa Central.
Segundo o presidente russo, a Otan não tomou nenhuma medida concreta para atender às preocupações de Moscou, que é contra a ampliação da presença militar ocidental na sua região de influência e se opõe ao projeto do escudo antimísseis.
"Houve muitas discussões sobre isso, mas nós ainda não vemos nenhum passo real no sentido de chegar a um acordo", afirmou
Em dezembro, o governo russo disse que estava planejando exercícios navais no mar Mediterrâneo e no Oceano Atlântico.
O país também retomou, em agosto do ano passado, as patrulhas de longa distância, prática que havia abandonado depois do colapso da União Soviética.
Putin também condenou tentativas "imorais e ilegais" de países estrangeiros de interferir em assuntos domésticos russos, em uma aparente referência à decisão da Organização para a Cooperação e Segurança Econômica (OSCE) de não enviar observadores para as eleições presidenciais de 2 de março por causa de restrições impostas por Moscou.
O candidato que Putin escolheu como seu sucessor, Dmitry Medvedev, é considerado o favorito para vencer a eleição, mas Putin já disse que pretende continuar atuando na política russa, possivelmente como primeiro-ministro de Medvedev.
BBC Brasil
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