1º de Maio, ato na Praça da Sé
1º de Maio na Sé: De luta, classista e independente
O povo brasileiro continua vivendo sob precárias condições. A manutenção da política econômica e de um modelo de estado que privilegia o pagamento da dívida pública impedem a realização de investimentos massivos nas políticas sociais. O serviço público (Saúde, Educação, Moradia, Transporte, Saneamento, etc.) permanece sendo desmontado, com prejuízo aos servidores e à grande maioria da população.
A partir do governo Lula não houve espaços, como o povo esperava, para reverter o quadro de barbárie social que se abate sobre o Brasil. O lucro dos bancos e dos grandes monopólios demonstra, de fato, quem são os beneficiários do modelo econômico. A reforma agrária tão necessária regride com o avanço do agronegócio e das monoculturas. A juventude permanece vítima da violência urbana. A ausência de moradia popular deixa milhares de trabalhadores sem teto. Os recursos naturais são exauridos com a ganância do grande capital.
No plano estadual, Serra prepara a privatização de 18 empresas estatais, além de atacar os serviços públicos e responsabilizar os servidores pela falência das políticas do PSDB. Apesar disso os trabalhadores em todo o país resistem. Os metalúrgicos da GM rejeitaram a redução de direitos, os servidores estaduais estão organizando ações unitárias contra os ataques do governo, os movimentos sociais realizaram a jornada de lutas pela tarifa social e fortalecem a luta contra a transposição do Rio São Francisco e a juventude realizou ocupações de reitorias em todo o país.
Diante disso, aqueles que lutam por uma vida digna são tratados como criminosos pelo estado, governos e patrões. Continuam e crescem as violentas repressões sobre os movimentos sociais. Por isso, não temos motivos a festejar, promovendo shows nesse 1º de Maio. Ao completar 40 anos do histórico 1º de Maio de 1968 na Sé, quando em plena ditadura militar os trabalhadores derrubaram o palanque dos pelegos e expulsaram o governador biônico, queremos resgatar o sentido histórico de independência de classe pela superação da sociedade do capital.
Enquanto algumas centrais sindicais realizarão atos festivos para apoiar o governo, várias organizações estarão construindo um 1º de Maio de luta, classista e independente na Praça da Sé. Participe!
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