A prova Mais difícil do mundo
Florian Hanig
Fotos: Anne Schönharting
Mais de 300 mil jovens indianos se arriscam, todos os anos: prestam os exames de admissão do Instituto Indiano de Tecnologia (IIT). Os formandos das faculdades de tecnologia desse instituto têm as melhores chances de obter empregos de ponta, altamente remunerados. Nas provas, os filhos de pais pobres carregam todas as esperanças da família por uma vida melhor - o que explica terem se preparado para elas com disciplina inacreditavelmente rigorosa, de até 18 horas de estudos por dia. Dois em cada 100 concorrentes são aprovados.

Escola Ramanujan, em Patna, cidade com 1,4 milhão de habitantes: 500 jovens se espremem em um galpão industrial abandonado para estudar Matemática. As 40 garotas da classe sentam na frente, separadas dos garotos.
Número de inscrição: 3035061
Nome:. ……………………..Ritesh Ranjan
Nascimento:. ………………16/10/1989
Cidade onde mora:. ……Patna
Área de interesse:. ……..Informática
Meta profissional:. …….Empresário

Dia de exames em Patna. Durante o intervalo, Ritesh Ranjan (diante do centro de provas) sorri - para disfarçar o medo. A primeira etapa não correu bem para ele. Ritesh se debruçou por mais de duas horas sobre os problemas de Matemática - tempo que depois lhe fez falta nas questões de Química e Física. Agora, todas as suas esperanças de ser aprovado estão concentradas na parte da tarde, pois "quem duvida que possa conseguir, já perdeu.
Número de inscrição: 3021295
Nome:. ……………………..Pranav Anand
Nascimento:. …………….26/04/1990
Cidade onde mora:. ……Patna
Área de interesse:. ……..Tecnologia
de aviação
Meta profissional:. …….Cientista

Três meses antes do Teste-IIT. Pranav Anand se prepara a seu modo, com ioga, para o grande desafio em Patna. Ele domina plenamente o conteúdo das matérias; estudou-as inúmeras vezes, mas será que resistirá à pressão? Um ataque de pânico e tudo que foi aprendido ficaria bloqueado. Por isso, Pranav pratica diariamente a arte do relaxamento total.

Todas as noites, 30 jovens se debruçam sobre seus cadernos, à luz oscilante de lâmpadas fluorescentes, na Escola Ramanujan. Bolsistas procedentes das camadas sociais mais pobres recebem aulas de reforço, que o professor de Matemática, Anand Kumar, ministra gratuitamente. Depois das provas simuladas semanais, Kumar afixa listas para que cada um dos "Super 30" esteja a par do desempenho dos demais.

Pranav decorou seu canto de estudos com uma suástica, símbolo de sorte, e uma foto de Abdul Kalam, filho de pescador, diretor do programa de foguetes indiano e, mais tarde, presidente do país. A viagem de trem de Patna para Buxar, onde mora a família de Ritesh, leva três horas - ou seis, ou nove: a infraestrutura do estado de Bihar é frágil.
DEPOIS DE DUAS HORAS de viagem por Patna, a capital mais pobre e suja da Índia, Pranav Anand se esgueira para fora do riquixá coletivo superlotado. Ele veste sua melhor camisa e uma calça preta com vinco. É começo de abril, pouco depois das 8 horas da manhã. O sol já brilha escaldante no céu. Com as pernas amortecidas, Pranav vai tropeçando em direção ao portão da escola - na qual será decidido seu futuro.
Ele para e respira fundo. Depois vomita na poeira a seus pés, manchando a camisa. Cambaleante vai até um poço, mas do cano saem só uns pingos de água, e ele se vê obrigado a lavar o rosto com a água que trouxe para consumir durante a prova, de seis horas de duração.
A MEIA HORA DE DISTÂNCIA DE CARRO, Ritesh Ranjan espera embaixo de uma bananeira e observa seus concorrentes. Alguns deles andam nervosamente para lá e para cá na frente de um muro, segurando coletâneas de fórmulas. "Eles vão ficar loucos", murmura Ritesh, ajeitando os óculos e os cabelos pretos desarrumados. Main zaroor kamyab hounga - "eu vou conseguir". Ele repete a frase, como um mantra. Durante quatro longos anos Ritesh se preparou para este momento. Em certos dias estudou até altas horas da noite.
Às 8h30min soa o primeiro sinal. Policiais abrem os pesados portões de ferro e verificam os documentos de identidade. Ritesh vira mais uma vez para trás, dá um sorriso sem jeito e, confiante, levanta o polegar.
BANGALORE, 1.600 QUILÔMETROS A SUDOESTE DE PATNA. Quando o gongo ecoa pelos alto-falantes, Giridhar Nayak se curva diante de sua mãe. Ela toma a cabeça do filho em suas mãos, que cheira a erva aromática cardamomo, pasta de coco e pimentas, e o abençoa. Giridhar concluiu o ensino médio como o melhor aluno do ano. Ele mede quase 2 metros de altura, tem voz grossa mas suave - agora, porém, está mudo.
Sua mãe desenrola uma imagem de pedra embrulhada em um pano de seda: Ganesh, o deus-elefante, que afasta todas as dificuldades. Ela vai rezar durante seis horas na frente do portão da escola. Pedirá que Giridhar seja admitido no "Indian Institute of Technology" (IIT) e que a vida de seu filho - e com isso a de toda a família - mude.
Às 8h55min soa o segundo sinal. Em mais de 600 centros de provas do subcontinente indiano, começam a ser distribuídos os formulários lacrados de questões.
Às 9 horas, ao terceiro gongo, Pranav, Ritesh e Giridhar rompem os lacres. Eles sabem que, neste exato momento, mais de 300 mil jovens indianos estão com os olhos grudados nas questões. Somente dois de cada 100 passarão no exame: as sete faculdades da Universidade de Tecnologia aceitam um total de 6.500 calouros por ano. E aqueles - como Ritesh e Giridhar - que almejam estudar Informática ou Eletromecânica em Mumbai, ou Déli, precisam estar entre os 300 melhores - dentro do grupo que representa não mais que 0,1% dos mais bem colocados.
Trata-se, enfim, da prova de admissão mais difícil do mundo.

Também Krishna, o amigo de Giridhar, quer estudar tecnologia eletrônica nos Estados Unidos. Quem se prepara para o IIT, suspira ele, não tem mais vida própria. Os pais de Krishna trabalham no exterior - em Londres e em Nova Jersey.
DOIS MESES ANTES, em um galpão de fábrica abandonado, nos arredores de Patna, à luz oscilante de lâmpadas fluorescentes, 30 jovens se debruçam sobre seus cadernos. Pranav e Ritesh estão enrolados em xales; outros puxam sobre a cabeça máscaras de lã que deixam à mostra metade do rosto - como assaltantes de banco. Mas quase todos usam chinelos abertos nos pés; alguns estão descalços. Estamos em meados de fevereiro. Faz frio, e o vento gelado sopra pelo galpão. Sobre um estrado torto de madeira, o professor de Matemática, Anand Kumar, se espicha em um velho agasalho e escreve na lousa: "Qual é o valor máximo que o logaritmo da raiz de 1 menos o quadrado de seno de x pode alcançar?".
Os lápis voam sobre os papéis, braços se erguem como raios - "Zero", responde Ritesh. "Atscha", resmunga Kumar, "muito bom".
Quando o professor desce do estrado, pouco depois das 23 horas, os alunos o cercam. Eles se abaixam, levam as mãos à testa e depois tocam os dedos do pé de Kumar. O gesto quer dizer "nem a parte mais elevada de meu corpo chega a seus pés". Enrolados nos xales, os alunos parecem apóstolos - só que seu mestre não fala em parábolas, mas em equações. E não veio para redimi-los de seus pecados, mas da pobreza.
Seis tardes por semana, Anand Kumar se reveza com um professor de Física e outro de Química para ministrar aulas de reforço a 500 jovens. O custo disso para os pais é de 6 mil rúpias - cerca de 90 euros -, o que, em algumas famílias, corresponde a dois salários mensais. Mas este é um investimento para o futuro, fruto das economias feitas durante muito tempo pelos responsáveis por esses moços.
Para 30 alunos, porém, Kumar dá aulas gratuitas todas as noites. Pranav e Ritesh estão nessa turma. Eles vêm das famílias mais pobres de Bihar, um estado da Índia aonde o progresso não chegou. Em geral, eles e suas origens estão nas castas mais baixas do país; muitos cresceram em vilarejos sem energia elétrica. Eles aprenderam Geometria, as reações do ácido clorídrico e as leis de Newton à luz de velas.
São os escolhidos de Kumar - os Super 30. O professor lhes financia acomodações, comida e livros para que eles possam se concentrar exclusivamente em sua meta: o IIT.
Institutos de tecnologia são um mito da Índia moderna. A trajetória dos formandos são admiradas da mesma forma que as sagas de divindades. Camponeses semianalfabetos instilam as três letras nos ouvidos de seus filhos e contam histórias de carreiras inacreditáveis - de intocáveis que agora constroem pássaros de aço capazes de voar até a Lua!
Alunos graduados pelo IIT fazem pesquisas na Nasa e trabalham, aos milhares, no Vale do Silício californiano. Empresas como a United Airlines, a McKinsey, o Citigroup e a Vodafone foram, ou são, dirigidas por egressos do IIT.
As faculdades dessa instituição são consideradas uma exceção - entidades de ensino superior do Terceiro Mundo que estão roubando posições às universidades de elite americanas. O jornal britânico The Timessitua o IIT em terceiro lugar no ranking das universidades tecnológicas, atrás apenas do MIT (Massachusetts Institute of Technology), sediado perto de Boston, e da Universidade da Califórnia em Berkeley. Pela mesma lista o instituto indiano está à frente, também, do Imperial College de Londres e do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique.
NO ALOJAMENTO EM FRENTE À FÁBRICA, um grande bloco de cimento cru, todas as portas abertas à noite emolduram cenas parecidas: três ou quatro rapazes lendo sob a fraca iluminação de lâmpadas econômicas. Na extremidade do terraço, faíscas voam pela noite - a conexão de energia elétrica da casa é um cabo jogado por cima de uma fiação pública.
O quarto que Pranav e Ritesh dividem com outros dois jovens é quase inteiramente ocupado por camas. Quando Ritesh empurra um monte de calças, camisetas e uma pilha de livros contra a parede, para abrir espaço sobre os colchões, ele resvala com o pé em um volume de Química. Imediatamente leva sua mão à testa e depois toca o livro - um reflexo. Na Índia, tudo que é escrito é sagrado.
Em um calendário - único ornamento das paredes pintadas de azul-claro - os meninos assinalaram o dia 13 de abril com um círculo. O dia da prova. Para Pranav e Ritesh, a última chance. No ano anterior ambos se prepararam para o vestibular indiano e para o exame do IIT - neste, não conseguiram aprovação. As normas da instituição permitem que o exame seja repetido não mais que uma única vez.
Número de inscrição: 6070415
Nome:. …………………………Giridhar Nayak
Nascimento:. ……………..17/5/1990
Cidade onde mora:. …….Bangalore
Área de interesse:. ………Tecnologia
eletrônica
Meta profissional:. ……..Empresário 
Em todas as partes de Bangalore, Giridhar Nayak está cercado por monumentos ao sucesso : construções futuristas, como o Centro de Conferências do Infosys, marcam a paisagem da cidade. O conglomerado de softwares foi fundado em 1981 por quatro jovens aprovados no IIT. Depois de concluir seus estudos, Giridhar gostaria de trabalhar no Infosys para adquirir experiência e um dia constituir sua própria empresa.
Os dias transcorrem exatamente no mesmo ritmo. Às 6 horas da manhã, a maioria dos Super 30 já está acordada. Enquanto escovam os dentes no terraço, eles observam os porcos fuçando no lixo na frente da escola. Às 8 horas, um garotinho chega carregando latas de metal com o café da manhã: chapatis (pão indiano), sopa de lentilha e legumes. Os Super 30 estudam até a hora do almoço, que terá o mesmo cardápio do café da manhã.
Pouco antes das 16 horas, Anand Kumar chega à escola em um carro compacto, acompanhado de um policial armado com pistola automática. A polícia protege também a casa do professor. O robusto profissional de ensino conta alegremente que todos em sua família têm porte de arma. Sua escola já foi assaltada duas vezes; em uma delas, o guarda levou uma facada na barriga.
Por quê? Porque aulas de reforço são um grande negócio em Patna. "Muitos de meus concorrentes me levam a mal por ensinar os 30 jovens gratuitamente", diz Kumar.
De fato, por quase todas as ruas da cidade se estendem faixas oferecendo reforços em Física, Química ou Biologia. Pôsteres afixados em pilastras de pontes prometem: "Adquira sotaque americano!" ou "Aprenda CAD+ do jeito fácil" (Computer Aided Design, na sigla em inglês, ou Projeto assistido por computador). A educação é a única indústria florescente - e o caminho para uma vida melhor - na cidade às margens do Rio Ganges cuja população chega a 1,4 milhão de habitantes e a economia se arrasta estagnada há décadas.
O quanto esse caminho é estreito se torna óbvio, até fisicamente, durante a aula. Os alunos que preenchem as fileiras de bancos no galpão ficam tão apertados que precisam retorcer os ombros para conseguir escrever. A voz de Kumar ecoa por alto-falantes - uma melodiosa torrente em híndi, pontilhada, aqui e ali, por conceitos em inglês: "Function of, hyperbolic, power of n" (Função de, hipérbole, potência de n).
Às vezes, o professor, de 41 anos, faz uma piada, e uma onda de risadas percorre as fileiras de bancos. Mas em geral tudo é silencioso no galpão. Quinhentos jovens e nenhum pio. E quando Kumar anuncia em voz alta que o exercício seguinte tem de ser impreterivelmente respondido por quem quiser entrar no IIT, todas as cabeças se abaixam - até que um jovem na terceira fila dá um pulo, se levanta e agitado apresenta a solução.
Nesta noite, o pequeno grupo de bolsistas do Super 30 resolve problemas que o professor tira de um livro da Sociedade Matemática Russa. Também a Sociedade Matemática Americana envia desafios aos talentosos estudantes indianos. Kumar incentiva a turma: 28 dos Super 30 foram aprovados no exame de admissão ao IIT do ano anterior. Desta vez, todos os 30 terão de passar, sem falta. Índice de sucesso de 100%! Em outra ocasião ele diz aos alunos que, na hora do exame, eles atingirão seu "máximo global" absoluto. Nunca antes tanto conhecimento lhes foi enfiado na cabeça. E, depois das provas, nunca mais será. Em geral os jovens apagam a luz no dormitório só após a 1 da madrugada.
DURANTE O DIA, O SILÊNCIO no quarto é interrompido apenas pelo som do celular de Ritesh. Sua mãe telefona três ou quatro vezes ao dia. Às vezes eles conversam durante meia hora. "Minha mãe é minha melhor amiga", explica. "Ela me dá forças." A mulher lhe tomou os romances de assombração e os gibis para ele se concentrar melhor. Em compensação, presenteou-o com um MP3-Player, pois Ritesh resolve problemas matemáticos mais facilmente quando escuta música. Seus amigos fazem troça dele por causa do tempo que dispensa à mãe, mas, para ele, isso é indiferente. Ele tem 18 anos (como Pranav) e jamais foi ao cinema sem ela.

Ritesh Ranjan e um colega de classe tocam as sandálias de Anand Kumar, seu professor e benfeitor. O gesto quer dizer "nem a parte mais elevada de meu corpo chega a seus pés". Quando falta energia elétrica à noite, os melhores alunos de Kumar, os Super 30, estudam à luz de lanternas a pilha. Faltam 76 dias para a prova.
Todas as semanas essa mãe enfrenta as três horas de viagem de trem de Buxar até Patna para trazer roupas limpas e mantimentos para o filho. Aí, senta de pernas entrelaçadas com os meninos sobre a cama - uma mulher ágil, com olhos ligeiros, cuja risada é possível ouvir da rua. Ela interroga Ritesh nos mínimos detalhes, depois dá um soco de leve no braço de outro jovem, prometendo apresentar-lhe uma garota caso ele passe no exame - afinal, ter um engenheiro do IIT como genro é o sonho de qualquer família.
Na hora da despedida, Ritesh e seus amigos tocam os pés da mãe. Ela dá risada e os afasta com as mãos.
Ao ser perguntado se sua mãe escolherá também uma mulher para ele, Ritesh enrubesce. Se ele se apaixonar na faculdade, em outra cidade, por uma garota, isso vai lhe criar "algum tipo de situação" (conforme suas próprias palavras), porque sua mãe com certeza tem uma ideia muito bem definida da mulher com quem ele deve se casar, mas Deus o ajudará… Os outros no quarto se dobram de tanto rir. Ritesh bate neles com uma toalha.
Às vezes, quando descansam - por breve tempo - dos livros, os amigos imaginam como será a vida deles depois da faculdade. Ritesh leu que o Google está procurando diplomados pelo IIT com conhecimento em Economia para suas instalações indianas. O anúncio mencionava o salário inicial: 200 mil rúpias por mês, ou 3 mil euros.
Eles deixam esse valor lhes ressoar na mente por muito tempo. O pai de Ritesh é funcionário público; o de Pranav, professor. Ao fim de uma longa vida de trabalho terão ganho entre 3 mil e 4 mil rúpias por mês - 45 a 60 euros.
"Duzentos mil", murmura Ritesh, "e isso como principiante." Se algum dia ele ganhar tanto dinheiro construirá uma clínica de oncologia. Sua avó morreu um ano antes de câncer.
TODAS AS TARDES, PRANAV PULA POR CIMA dos trilhos de trem e anda em ziguezague por uma via lateral, no meio da torrente mortal de caminhões, motocicletas e riquixás. Ele escapa durante duas ou três horas para ir para casa.

Alunos do colégio masculino St. Joseph se reúnem para a chamada matutina. Tanto o uniforme como o currículo da instituição de elite têm influência britânica. O bolsista Giridhar (à frente, em destaque) foi o melhor aluno do ano.
Seus pais vivem em um apartamento de dois quartos, em um bloco habitacional escuro, perto do mercado de frutas. Em um canto do quarto que ele ocupa está sua escrivaninha minúscula, cujo tampo é capaz de abrigar apenas um livro, um estojo e um copo de água. A parede ostenta a tabela periódica dos elementos, uma lista com fórmulas químicas e o retrato de Abdul Kalam, que até meados de 2007 foi presidente da Índia.
Kalam, que nasceu em uma família muçulmana de pescadores, estudou Tecnologia da Aviação, tornou-se diretor do programa de foguetes indiano e, finalmente, ocupou por cinco anos o mais alto cargo do país. Durante seu governo fazia questão de se encontrar todos os dias com uma classe de alunos - tanto no palácio, como nas viagens. Por isso, Pranav já esteve um dia diante do presidente. Ele releu várias vezes o livro Ignited minds: unleashing the power within India (Mentes inflamadas: desencadeando o poder contido na Índia), de autoria de Kalam. Trata-se da maneira pela qual, segundo seu ex-presidente, o país se libertará da pobreza até o ano 2020: através da revolução educacional. Por essa concepção, o movimento fará da Índia uma superpotência intelectual, uma campeã mundial de exportação, o supercérebro da globalização.
Como filho de professor, Pranav pôde frequentar a escola na qual seu pai lecionava - com livros de conteúdo e escrita no idioma inglês que ainda datam do período colonial. O sistema escolar indiano, com suas escolas públicas e particulares, se espelha no britânico.
Pranav terminou a oitava série do ensino fundamental, mas seus pais não puderam pagar-lhe uma escola particular para a continuação dos estudos. Ele, então, foi matriculado em uma escola estatal de ensino médio - mas nunca frequentou as aulas. "Se você quer aprender seriamente, estude em casa", ele gosta de dizer. Pranav entrou uma única vez nessa escola: para fazer a prova final. E foi aprovado como o melhor aluno do ano.
O caminho de volta para o alojamento dos Super 30 passa por bananeiras e montes fumegantes de lixo incinerado; por barracos de folhas de palmeira, diante das quais crianças nuas e subnutridas brincam na terra poeirenta. A miséria de Patna é assombrosa, até para os próprios indianos. Pranav alarga os passos, comprime os lábios, até ser obrigado a se encostar, exausto, em um poste de luz. "Todas estas pessoas são analfabetas. Elas não sabem nada sobre seus direitos", sussurra. E faz uma pausa. "Eu penso que posso ajudá-las. Por isso, quero estudar no IIT", conclui.
Relutante - ele confessa, em raros momentos, admite - pretende no futuro dedicar-se a uma carreira completamente diferente: ensinar ioga. "Aí, a vida é sagrada", imagina. Mas esse é um pensamento herege em vista da pobreza de sua família. Assustado, ele logo afasta a ideia.

Aos 18 anos, Pranav jamais ingeriu um gole de bebida alcoólica, nunca foi a uma sessão de cinema nem beijou uma garota. Ele se dedica completamente aos estudos. Durante a semana, ele vive no dormitório da Escola Ramanujan, onde divide um quarto com Ritesh e dois outros jovens. Com uma proteção contra mosquitos, Pranav criou para si um mundo particular de 2 metros quadrados.
FALTA UM MÊS E MEIO ATÉ A PROVA. Em um complexo habitacional novo, nos limites de Bangalore, Giridhar abre seu guarda-roupa, onde mantém uma pilha de livros. Entre os títulos, Matemática para IIT eQuímica 3.0. Há também livros de Física mais adequados a um segundo ano de faculdade na Grã-Bretanha. Não há um único romance entre eles.
O vento sopra quente e úmido pelas janelas abertas; um cortejo fúnebre passa ao som de trompetes pela ruela empoeirada. Em um calendário Giridhar controla as matérias que precisa estudar esta noite. Depois ele coloca um CD da banda de hard-rock alemã Rammstein. Não porque goste do som que o grupo faz. Ao contrário: "A música de que você gosta desvia a atenção". A barulheira do rock germânico é para mantê-lo acordado.
Giridhar tem medo.
Medo de que outro, em outra cidade, estude uma ou duas horas a mais do que ele nesta noite. E esse outro, observa, terá medo de que em algum lugar alguém estude durante mais tempo. "É como uma corrida com 300 mil competidores na qual seu resultado não depende só de você ser bom.Você precisa ser melhor do que os outros."
Em um teste simulado em nível nacional, Giridhar obtém um All India Rank Potential (um ranking válido para toda a Índia) - o que o coloca, provavelmente, entre o 17º e o 25º lugar. Mas saber, afirma Giridhar, não é garantia de sucesso.

A caminho da escola, Ritesh Ranjan e seus amigos passam embaixo de faixas anunciando aulas de reforço. Em Patna, a preparação para testes universitários é a única indústria que cresce.
A prova é uma questão de nervos. A toda resposta errada correspondem muitos pontos negativos. Uma única pergunta de múltipla escolha, que vale seis pontos, assinalada errado, e o aluno já despenca 3 mil lugares na lista dos candidatos. Assim, o verdadeiro teste é: quanta pressão um aluno consegue aguentar?
Todos os dias, ao pegar o ônibus para a cidade, Giridhar vê seu sonho desfilar diante dos olhos: a metrópole de Bangalore, com seus 7 milhões de habitantes, é o futuro da Índia. Como uma ala de soldados perfilados, guindastes de construção margeiam as ruas, sem contar os prédios ostentando placas, como Siemens, Dell, Intel, Microsoft. E, é claro, Infosys, o gigante fundado em 1981por quatro formandos do IIT, com capital inicial de US$ 250. Agora, a empresa de serviços de tecnologia emprega 91 mil pessoas ao redor do planeta, com lucro de mais de US$ 4 bilhões.
Os "IITistas" impregnam Bangalore de várias maneiras. Muitos retornaram dos Estados Unidos nos últimos anos porque seus filhos devem crescer na Índia; outros porque receberam ofertas lucrativas, ou porque fundaram a própria empresa. Na bagagem de volta os "repatriados" trouxeram, além do sotaque americano, grandes exigências e renda compatível com a nova vida. É por isso que, em alguns lugares, Bangalore ostenta um sopro de Califórnia. Motoboys entregam pizzas, imensos anúncios de tênis e de celulares substituem as palmeiras ao longo das ruas.
Giridhar e seus amigos não usam camisas de poliéster ou calças com pregas no cós, como Pranav e Ritesh em Patna, mas jeans e camisetas. Eles se cumprimentam com dude ("cara", "companheiro"), e depois das aulas de reforço ficam à toa durante alguns minutos no terraço da filial do Coffee Day assistindo vídeos de críquete nas telas de plasma e escutando música ambiente.
Enquanto seus amigos compram capucinos - a xícara equivale a um euro -, Giridhar pede um copo de água da torneira ao garçom. Foi graças a uma bolsa de estudos que ele pôde frequentar a escola masculina St. Joseph, que produziu formandos famosos - gente como o fundador do serviço on-line Hotmail.com. O short que usou para estabelecer o recorde escolar na corrida de 110 metros com obstáculos, ele teve de emprestar de um amigo.
Há mais de 30 anos o pai de Giridhar mudou-se de uma aldeia no litoral para Bangalore, a fim de cumprir uma promessa que tinha feito aos pais: a de que um de seus filhos seria médico, o outro, engenheiro, e um terceiro, funcionário público. A escola da aldeia não passava de um barraco de barro sem janelas, sem uma porta digna desse nome e, não raro, sem professor. Em Bangalore o pai de Giridhar trabalhou até conseguir comprar - e pagar - um pequeno caminhão de frete.
Agora, pouco antes do início da estação das monções, Giridhar quase não encontra o pai. Muitos querem se mudar ou casar antes que as grandes chuvas comecem. Raramente o pai dele chega em casa antes da meia-noite. E o descanso à noite dura apenas quatro ou cinco horas. Depois disso o motorista senta novamente atrás do volante, inclusive aos domingos.
O pai, entretanto, cumpriu a promessa que fez: a filha mais velha é engenheira; a segunda, médica, faz plantões noturnos em um hospital; a terceira é pesquisadora-assistente em uma universidade; uma quarta está cursando a faculdade.
E Giridhar? Como filho homem, conta o rapaz, ele muitas vezes acompanhou o pai. Com a cabeça para fora da janela do veículo ele observava como as gotas de água eram lançadas para cima pelos pneus do caminhãozinho. E se alegrava: "A natureza é tão perfeita… tudo transcorre de acordo com leis".
No primeiro problema de Física que seu professor de reforço lhe deu, ele tinha de calcular a altura em que um catador de sujeira tem de ser afixado atrás de um pneu de caminhão. Giridhar interpretou a tarefa com um sinal auspicioso.
Seus pais mandaram todos os cinco filhos para escolas particulares com aulas ministradas exclusivamente em inglês. A preparação de Giridhar para o IIT custou-lhes 20 mil rúpias por ano - mais de 300 euros. Eles compraram um computador para o garoto e se mudaram para Bangalore a fim de que Giridhar tivesse educação de melhor qualidade.
Os pais gastam de 80% a 90% de sua renda na formação de seus filhos. "É claro que eles vão ficar decepcionados se eu não conseguir passar na prova", admite Giridhar. "Mas eles torcem por mim. E não me pressionam."
A cobrança fica por conta dele mesmo.
Isso acontece com diversos outros jovens. Nos meses que antecederam as provas de admissão nas faculdades os jornais noticiaram inúmeros episódios em que alunos pularam de telhados, ou ingeriram veneno. Ou, como aconteceu em Déli, em que um jovem matou a mãe a marteladas. De acordo com os registros policiais, a mulher havia transformado a vida do filho em um inferno - tudo por causa do exame do IIT.
12 DE APRIL. VÉSPERA DA PROVA. No alojamento dos Super 30, pouco depois do amanhecer, Pranav se serve de sopa de lentilhas, e, de olhos fechados, murmura fórmulas de Química. Sentado em posição de lótus sobre a cama, o amigo Ritesh balança o corpo para frente e para trás, enquanto folheia lentamente um grosso livro de Física.
Eles não tencionavam parar de estudar na véspera?
"Não estou estudando", explica Ritesh. "Só dando uma olhada, verificando o que sei." Ele agora compara seu comportamento ao de um computador: "Não desliguei minha mente, ela está no modo de descanso ".
À noite, o professor de Física visita os jovens. No pátio da escola ele os reúne em volta dele.
Como se calcula a gravitação, quando só se tem um termômetro, uma fita métrica e um relógio?, pergunta. Trinta pares de olhos miram o homem, espantados. Termômetro? Fita métrica? Relógio?
Ritesh sabe que, na escola, as melhores notas são obtidas com decoreba e repetição. Mas o teste de admissão do IIT é diferente. Aí se exigem soluções surpreendentes. Os alunos precisam aplicar seu conhecimento em áreas totalmente novas. E por isso 30 cérebros agora trabalham febrilmente: que relações existem entre densidade e gravitação? É necessário aplicar os princípios da termodinâmica?

Para incentivar as garotas a participar dos testes do IIT, há alguns anos a taxa de inscrição do exame foi reduzida à metade para elas - com visível sucesso. Mas os concorrentes masculinos ainda são, de longe, a maioria.
O professor de Física dá um sorriso maroto. Peguem o termômetro, sugere. Deixem que ele caia de uma altura de 1 metro e meçam com o relógio o tempo que decorre até que ele se espatife no chão - instrui o mestre, finalmente, esclarecendo o mistério.
Acabou a luz, Ritesh e meia dúzia de alunos dos Super 30 sobem ao telhado, pois nos quartos faz muito calor. Eles mergulham na farra. Um imita o sotaque de Kumar, o professor de Matemática; outro se faz de bêbado: cambaleia para lá e para cá, gesticula com os braços. Mas será que alguma vez esses rapazes ingeriram bebidas alcoólicas? Os jovens de 18 e 19 anos fazem não com a cabeça, assustados. E as garotas? "O IIT é nossa queridinha", gagueja um deles, meio sem jeito.
Mil e seiscentos quilômetros a sudoeste, a mãe de Giridhar abraça o filho e ordena: "Vá dormir agora". Durante o dia, os professores do Instituto de Reforço tinham ligado de hora em hora para ter certeza de que o aluno estava relaxando em vez de estudar. Ele teve de lhes contar qual programa de televisão estava passando - sintonizados no mesmo canal, os professores controlaram a programação para poder cobrar os alunos depois.
Número de inscrição: 6036228
Nome:. ………………………Madhumitha Vaidyanathan
Nascimento:. ……………..28/2/1990
Cidade onde mora:. …….Bangalore
Área de interesse:. ………Telecomunicações
Meta profissional:. ……..Comandante de polícia

Em ocasiões especiais ela até usa um sari, mas as roupas esportivas são as favoritas de Madhumitha. Atleta do basquete, do lançamento de peso e do críquete, ela ganhou medalhas em muitas disciplinas. É também uma das poucas garotas que estão concorrendo ao IIT. E se mostra tranquila quanto à possibilidade de não conseguir passar: "Bill Gates não frequentou um IIT!".

Em Patna, quando o calor do dia fica mais ameno, Chandan Srivastava estuda no telhado do pequeno templo que sua avó mandou construir em cima do prédio de vários apartamentos. Chandan se preparou durante três anos para a prova do IIT. Poucos dias antes do exame, para a preocupação de sua mãe, ele não conseguia comer nada. "Depois que tudo passou, senti um imenso vazio", contou ele.
DOMINGO, 13 DE ABRIL. O dia da prova. O pai de Pranav Anand chega ao dormitório por volta de 6 horas da manhã. Traz um pote de cerâmica cheio de iogurte - o alimento estimula a concentração, acreditam pais indianos. Pranav passou suas calças com vincos afiados. O pai lhe dá algumas rúpias para o riquixá.
Como um piloto antes da largada, a mãe checa todas as coisas que seu filho precisa levar: lápis? borracha? número de inscrição para a prova? Ela o beija na testa e Ritesh some em um quartinho. Tira os sapatos, sobe em cima de uma mesa sobre a qual está pendurado um quadro de Saraswati - a deusa do aprendizado. Ele pressiona as palmas das mãos e as eleva à testa. Durante dois minutos ele olha fixamente para a divindade.
Depois sai correndo para o táxi que o levará ao centro de provas, uma escola de ensino fundamental.
[ À NOITE, POUCO ANTES DAS 18 HORAS, no galpão da fábrica abandonada, em Patna, os jovens empurram uns aos outros nos bancos, repassam problemas, suspiram, batem com as mãos na cabeça, dão risada.
Ritesh gastou mais de duas das três primeiras horas na solução dos problemas de Matemática. Um tempo que lhe fez falta depois nas questões de Química e Física.
"Brinquei com minha vida", diz ele.
Então aparece Pranav, cansado, com o rosto pálido. O ideal é que ele fosse imediatamente para a cama.
Nos últimos cinco dias, os jovens praticamente não comeram nada. Agora a fome aperta, mas até que eles decidam quem pagará a conta de um jantar, já é meia-noite. Em um barracão de madeira posto à disposição a quem veio de longe, os rapazes ainda conseguem alguns refrigerantes. Com a garrafa nas mãos, ficam parados ao lado da estrada de quatro pistas na qual faróis devescrevem cilindros amarelos na poeira. E aí ficam sem saber se esse foi o primeiro dia de sua nova vida, ou o dia em que o futuro passou zunindo por eles.
Quantas coisas eles queriam fazer depois da prova! Ir ao cinema! Jogar críquete! Dormir!
No dia seguinte à prova do IIT, Pranav e Ritesh se inscrevem em um centro de computação para aprender a linguagem de programação "C". O curso começa à tarde.
Em Bangalore, Giridhar se distrai em duas dúzias de valsas, e já vai buscar os livros para o próximo desafio: a prova de admissão das faculdades de Engenharia, no estado de Karnataka daí a três dias. Giridhar estuda, mesmo sabendo que passará com facilidade nesses exames.
Uma tarde ele vai com Krishna, seu melhor amigo, ao campus da Infosys, um emprego muito cobiçado na cidade.
Durante muitos anos Krishna disputou com Giridhar a posição de melhor da classe. Depois de toda prova os dois tinham de ficar de frente para a classe e dizer suas notas em voz alta. "Ficamos amigos rapidamente", conta Giridhar. Mas para a prova do IIT Krishna não quis se inscrever. "Aí você não tem mais vida própria", pondera ele. Provavelmente seus pais lhe financiarão uma faculdade nos Estados Unidos.
Enquanto Giridhar explica que as garotas ainda não fazem parte de seus planos, Krishna admite ter uma namorada. Pelo menos é o que ele espera que a moça seja. Os pais dela são contra o relacionamento, e há quatro dias a menina não responde a nenhuma de suas mensagens pelo MSN. "A cultura indiana é de dar medo", diz Krishna. "Essa coisa de castas é completamente louca."
No campus da empresa de softwares Infosys, uma jovem leva os amigos em um carrinho de golfe por um jardim tropical do qual brotam edifícios futuristas de vidro e alumínio em meio a suaves colinas de bambus. O veículo passa por um campo de golfe e chega a um lugar onde costumam se realizar concertos a céu aberto.
Passa das 18 horas. Centenas de pessoas saem dos edifícios - muitas mulheres em saris luminosos - com crachá magnético pendurado no pescoço, laptop embaixo do braço e flores nos cabelos. A cena parece uma peça publicitária criada para ilustrar o pensamento de Abdul Kalam, filho de pescador, o menino pobre que estudou Tecnologia da Aviação e se tornou presidente: Índia, o belo e novo mundo do conhecimento.
O caminho de volta para a cidade me leva pela estrada Mysore - rodovia que, como tantas outras da Índia, não é mais que uma coleção de buracos e crateras entremeados por um pouco de asfalto. Mas na pista, a cada 80 metros, se levantam gigantescos pilares de concreto em forma de Y - pilastras para uma via elevada que está sendo construída pelas empresas de software para reduzir o tempo de viagem entre o respectivo escritório e o centro da cidade.
Giridhar encosta a cabeça na janela. "Eu amo esta via elevada. Um dia passarei por ela tão rápido que terei a sensação de estar voando. Nesse dia, as pessoas terão orgulho da infraestrutura indiana, do país que estará entre os mais modernos do mundo… Mas ainda será a Índia, aquela que conservou seus valores e tradições", avalia.
Krishna revira os olhos e solta um murmúrio. Para ele, a Índia é um país arruinado, e foi justamente a cultura indiana que causou isso. Giridhar balança a cabeça e olha para os modernos postes: "Eu sei que nossa cultura vai sobressair."
OS RESULTADOS DAS PROVAS são publicados em 30 de maio de 2008, em uma página da Internet sobrecarregada por tantas consultas: 311.258 jovens fizeram a prova - quase 20% a mais do que no ano anterior. Eles digitam o número de inscrição uma vez, e mais uma, mais uma - até que finalmente aparece o resultado.
Giridhar, que no simulado se classificara entre os 25 primeiros, conseguiu entrar só na lista de segunda chamada. Ele fica sabendo do resultado na empresa de Internet Guruji.com, na qual está fazendo um estágio prático. Mudo, ele junta suas coisas.
Em Patna, os Super 30 se debruçam sobre o velho PC no quarto do professor Anand Kumar.
Ritesh, que havia contado com um lugar entre os primeiros mil, ficou em 6.430º - conseguiu por pouWco. Mas com esse resultado, ele poderá estudar só uma das matérias menos concorridas - talvez Mineração, ou Fabricação de Celulose. Mas não Informática.

O resultado de Pranav é um pouco melhor: 5.546º lugar.
O quarto dos jovens no alojamento já está ocupado novamente. Kumar informa ter recebido 10 mil inscrições para seu próximo programa dos Super 30. Ele gostaria de expandir o grupo para "Super 100"
Alguns dias antes, o ministro da Economia - formado por Harvard - anunciou que o governo indiano aumentaria o orçamento de 2009 para a educação em 20% em relação ao ano anterior. Oito novas dependências do IIT deverão ser inauguradas até 2012 - uma delas em Patna.

A fotógrafa berlinense Anne Schönharting ficou comovida com a seriedade e o entusiasmo dos alunos: "Nunca vi nada parecido na Alemanha", comentou. Para o redator de GEO, Florian Hanig, a Índia é território conhecido - a família de sua mulher mora em Bangalore. Posteriormente, os repórteres descobriram que os alunos Madhumitha Vaidyanathan (página 107) e Chandan Srivastava (página 109) não conseguiram passar no teste.
Resposta do problema: C: n=2 e m=2
Fonte: Revista GEOUol - http://revistageo.uol.com.br/
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